Europa Press/Contacto/Lebanese Presidency Office
MADRID, 23 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente libanês, Joseph Aoun, conversou nesta terça-feira com seu homólogo francês, Emmanuel Macron, bem como com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, a situação geral no Líbano, em conversas telefônicas separadas, tendo o cessar-fogo como um dos pontos-chave para o avanço das negociações entre os Estados Unidos e o Irã.
Aoun analisou, juntamente com Macron, a situação no país, especialmente no sul, após uma nova trégua anunciada há alguns dias. “Os presidentes examinaram os resultados da cúpula do G7 da semana passada em Évian”, assinalou a Presidência libanesa nas redes sociais, onde agradeceu a posição adotada pelo bloco em relação ao apoio à integridade territorial e à soberania do Líbano, ao cessar-fogo e aos esforços para desarmar a milícia do Hezbollah.
Dessa forma, os líderes enfatizaram a necessidade de contato permanente para acompanhar “a evolução dos acontecimentos no país” e “as medidas em andamento destinadas a consolidar o cessar-fogo no Líbano e estender a autoridade do Estado a todo o seu território”.
Com relação ao futuro da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), ambos discutiram a nova etapa que se inicia com o fim da missão. “Eles discutiram o desejo expresso por vários países europeus, apoiado pelo Líbano, de manter forças na zona de operações internacionais”, indicou Beirute, que aponta que a França manterá consultas com vários parceiros para definir uma posição sobre a substituição da FINUL, uma vez que a retirada terá início no começo de 2027.
O presidente Aoun também abordou “os últimos acontecimentos” que dizem respeito ao seu país após o encontro deste fim de semana entre as delegações dos Estados Unidos e do Irã na Suíça, em uma ligação com JD Vance e Marco Rubio, informou a Presidência libanesa nas redes sociais.
Assim, ele agradeceu aos dois líderes pela “atenção” do governo Trump em “pôr fim à guerra e fortalecer a autoridade do Estado libanês e sua capacidade de decisão independente”, ao mesmo tempo em que lembrou que “é este o único responsável por preservar a soberania nacional, a dignidade do povo libanês e sua segurança”.
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