Publicado 11/05/2026 07:14

AMP.-Albares pressiona os 27 para que submetam à votação a suspensão parcial do Acordo de Associação com Israel

O ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, presta declarações à imprensa sobre a libertação do ativista espanhol de origem palestina Saif Abukeshek, em 10 de maio de 2026, em Madri (Espanha). Albares afirmo
Ricardo Rubio - Europa Press

O ministro comemora a transferência da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Mohammadi para um hospital e exige que o Irã suspenda sua sentença

BRUXELAS, 11 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, exigiu nesta segunda-feira aos seus homólogos europeus que se proceda “já” à votação da suspensão parcial do Acordo de Associação com Israel, que não requer unanimidade, para “verificar” quais países estão de acordo e quais não estão.

Em declarações à imprensa antes de participar do Conselho de Relações Exteriores (CAE) que ocorre em Bruxelas, o chefe da diplomacia espanhola voltou a pedir a suspensão total do Acordo de Associação com Israel e, diante da falta de voto unânime de todos os Estados-membros para tal, exigiu pelo menos uma votação sobre a suspensão parcial, que requer apenas maioria qualificada.

“Há muito tempo que falamos sobre as medidas da Comissão e as propostas que ela colocou sobre a mesa. Peço já que, para a parte em que basta maioria qualificada, a parte comercial, passemos à votação e deixemos de dizer que não há maioria qualificada para isso”, afirmou o ministro.

Albares destacou a necessidade de se verificar “quantos (países) estão de acordo e quantos não estão”, alegando que “não basta simplesmente” “não levar decisões à mesa” ou “simplesmente dizer de forma vaga” que não há maioria para suspender o Acordo de Associação com Israel.

“A melhor forma de verificar isso é poder votar”, prosseguiu o ministro em sua explicação, indicando que a credibilidade da União Europeia “está em jogo” com esta questão, pois a conjuntura internacional atual é “a maior crise mundial deste século”.

OUTRAS MEDIDAS POSSÍVEIS

O ministro lamentou que as relações entre a União Europeia e Israel continuem “como se nada estivesse acontecendo” e lembrou que há uma série de medidas que “nem sequer exigem” a suspensão do Acordo de Associação, pois são um “mero cumprimento” dos pareceres consultivos da Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Ele citou como exemplo que o bloco comunitário poderia proibir, “como fez a Espanha”, o comércio de produtos provenientes dos territórios ocupados na Cisjordânia, bem como a imposição de sanções aos “colonos violentos” ou contra “a expansão ilegal dos assentamentos”.

As declarações de Albares ocorrem depois que, na última reunião dos ministros das Relações Exteriores da UE, em abril, não se chegou a um acordo para a suspensão parcial ou total do Acordo de Associação com Israel, uma medida que havia sido reivindicada pela Espanha, juntamente com a Irlanda e a Eslovênia, e que foi rejeitada por outros países, como a Alemanha ou a Itália.

No entanto, é previsível que os Vinte e Sete alcancem nesta segunda-feira a unanimidade para um acordo político pelo qual imponham sanções aos colonos israelenses pela violência exercida a partir de seus assentamentos na Cisjordânia, dado que a mudança de governo na Hungria, agora liderado pelo primeiro-ministro Peter Magyar, possa levar à retirada do veto que seu antecessor, Viktor Orbán, mantinha à aprovação dessas medidas restritivas.

SITUAÇÃO DA PRÊMIA NOBEL DA PAZ IRANIANA

Por outro lado, o ministro comemorou a transferência para um hospital da premiada com o Prêmio Nobel da Paz iraniana Narges Mohammadi, para que receba tratamento, conforme ele próprio havia solicitado na semana passada e conforme foi pedido ao embaixador em Madri, Reza Zabib, convocado na última quinta-feira ao Ministério das Relações Exteriores.

“Quero dizer às autoridades iranianas que esse é o caminho”, afirmou o ministro, comemorando o fato de ela estar recebendo tratamento médico diante de sua situação crítica de saúde durante sua reclusão na prisão.

Além disso, ele aproveitou para defender que a suspensão da pena imposta às autoridades iranianas “deve se tornar um levantamento total”. “Mohammadi deve ser libertada imediatamente”, exigiu.

Da mesma forma, ele defendeu que a situação de ‘status quo’ no Irã “não pode se manter por muito tempo”. “É necessário reabrir o Estreito de Ormuz, é necessário que as negociações de paz avancem, que o cessar-fogo se torne permanente, que também seja permanente no Líbano, que cessem as violações desse cessar-fogo e que a passagem livre e segura pelo Estreito de Ormuz permita a todos os países do Golfo retomar as operações comerciais normais”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado