Publicado 07/07/2026 08:08

18 pessoas ficaram feridas devido à explosão de duas bombas perto do hotel onde Macron está hospedado em Damasco

As autoridades informam que os artefatos explodiram perto do Ministério do Turismo, nas proximidades do Four Seasons

29 de junho de 2026, Paris, França: Emmanuel Macron recebe Sua Majestade Haitham bin Tarik, sultão de Omã, no Palácio do Eliseu nesta segunda-feira, 29 de junho de 2026
Europa Press/Contacto/Michael Baucher

MADRID, 7 jul. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos 18 pessoas ficaram feridas nesta terça-feira devido à explosão de dois artefatos explosivos na capital da Síria, Damasco, conforme confirmaram as autoridades sírias, durante a visita ao país do presidente da França, Emmanuel Macron, que está hospedado em um hotel localizado nas proximidades do local onde ocorreram as explosões.

O Ministério do Interior sírio informou que as explosões ocorreram perto da sede do Ministério do Turismo, acrescentando que entre os feridos há quatro policiais, conforme divulgado pela agência de notícias estatal síria, SANA.

Assim, informou que as investigações preliminares indicam que um dos artefatos estava colocado dentro de um veículo estacionado na área, enquanto o outro estava dentro de uma lixeira, sem que, até o momento, haja reivindicação de autoria desses ataques.

“O local das explosões fica fora do perímetro de segurança designado para a residência do presidente francês, Emmanuel Macron, pelo que (o incidente) não representou nenhuma ameaça direta à sua hospedagem nem à visita oficial, que continua conforme previsto”, destacou.

Por sua vez, Macron publicou uma mensagem nas redes sociais na qual destacou que “nada pode sufocar as aspirações das mulheres e dos homens sírios de viver em uma Síria plenamente soberana, segura, pluralista e unida”, sem fazer qualquer referência às explosões em Damasco.

“Esta manhã, encontrei a Síria em toda a sua diversidade. Fui testemunha de sua dignidade, coragem e determinação”, disse ele. “Minha visita continua”, concluiu o presidente francês.

As explosões ocorreram depois que Macron chegou ao Palácio do Povo para se reunir com o presidente de transição da Síria, Ahmed al Shara, no âmbito daquela que é a primeira visita de um chefe de Estado da União Europeia (UE) ao país desde a queda, em dezembro de 2024, do regime de Bashar al Assad, em consequência de uma ofensiva de jihadistas e rebeldes.

A mídia estatal síria divulgou algumas fotos do encontro entre o presidente do Eliseu e Al Shara, nas quais é possível ver Macron usando óculos escuros durante a recepção no Palácio do Povo, sem que, até o momento, tenham sido divulgados detalhes sobre a reunião mantida com Al Shara, ex-líder do grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS).

Macron tornou-se, assim, o primeiro presidente de um país da UE a visitar a Síria desde 2008 —quando Nicolas Sarkozy o fez—, após as tensões com o regime de Al Assad e o rompimento das relações após a eclosão da guerra civil de 2011, em consequência da repressão aos protestos pró-democracia no contexto da chamada “Primavera Árabe”.

De fato, Al Shara realizou sua primeira visita oficial a um país ocidental em maio de 2025, quando se deslocou justamente à França; para isso, foi necessário aplicar uma exceção à sua viagem, já que, naquela época, ele ainda estava sob sanções por seu papel à frente do HTS, considerado uma organização terrorista por vários países, incluindo os Estados Unidos.

A viagem de Macron ocorre, além disso, cerca de três meses após a visita à Síria do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, que deve se reunir ainda hoje com Al Shara e o ocupante da Casa Branca, Donald Trump, no âmbito da cúpula da OTAN na capital da Turquia, Ancara.

Macron e sua delegação, que contará com empresários franceses, discutirão com as autoridades sírias como fortalecer as relações bilaterais e abordarão a situação regional e internacional, conforme informou na terça-feira o Palácio do Eliseu, que acrescentou que também serão discutidas as “oportunidades para aprofundar a cooperação em diversos âmbitos no âmbito do diálogo político entre os dois países”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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