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A Comunidade de Madri destaca que a aprovação desses eventos está sujeita a um estudo de risco e análises técnicas em áreas florestais
MADRI, 8 set. (EUROPA PRESS) -
A Plataforma Ecologista de Madri solicitou à Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Interior da Comunidade de Madri que suspenda as autorizações para a queima de fogos de artifício em áreas de alto risco de incêndio enquanto a temporada de incêndios florestais estiver em vigor.
Em um contexto marcado por altas temperaturas e em uma época em que são celebradas as festas patronais de vários municípios madrilenos, a organização ambientalista solicitou a suspensão desses espetáculos pirotécnicos, em conformidade com o Plano Infoma, conforme consta em um comunicado.
A Plataforma Ecologista de Madri destacou que o Plano Infoma estabelece medidas específicas para prevenir incêndios associados ao uso de fogo e lembra que o lançamento de fogos de artifício requer autorização expressa e medidas de segurança em uma faixa de 400 metros de área florestal.
Para os ambientalistas, a situação é “especialmente preocupante” na região da Serra Oeste, que neste verão foi palco do maior incêndio da história da Comunidade de Madri, com mais de 27.000 hectares carbonizados e uma magnitude que levou o governo regional a solicitar a declaração de emergência nacional.
Agora, são justamente alguns dos municípios afetados por aquele incêndio que têm espetáculos pirotécnicos programados, como San Martín de Valdeiglesias e Villa del Prado, que tiveram que ser evacuados devido às chamas; assim como outras localidades da região, como Cadalso de los Vidrios.
Para a organização, é fundamental que, nesse contexto, prevaleça “o princípio da precaução” e que sejam suspensas as licenças para espetáculos pirotécnicos que representem “um risco adicional”, o que se torna “especialmente difícil de justificar” enquanto persistirem as condições meteorológicas adversas.
AUTORIZAÇÕES SUJEITAS À AVALIAÇÃO DE RISCO
Por sua vez, fontes da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Interior consultadas pela Europa Press sobre o assunto destacaram que a autorização para a queima de fogos de artifício está sujeita a uma avaliação de risco estabelecida por decreto e depende da avaliação dos técnicos florestais.
Essa análise da situação prévia ao evento, realizada pelos técnicos florestais, ocorre apenas nos casos em que o espetáculo pirotécnico é realizado em uma área florestal ou em uma faixa de 400 metros de zona florestal urbana. Eventos em áreas urbanas ficam fora desse escrutínio.
Além disso, a Secretaria analisa o índice de risco da Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) e as circunstâncias específicas do dia em que os fogos de artifício são lançados para conceder ou não a autorização.
INCÍDIOS INICIAIS APÓS FOGOS DE ARTIFÍCIO
A organização alertou que, nos últimos dias, foram registrados “focos de incêndio” em Torrelaguna e Navas del Rey relacionados ao lançamento de fogos de artifício, demonstrando assim que “o risco associado à pirotecnia não é meramente teórico”.
“Em um contexto de vegetação extremamente seca, altas temperaturas e um território que acaba de sofrer incêndios de grande magnitude, qualquer fonte de ignição evitável deve ser objeto de vigilância especial e, quando as condições assim o aconselharem, de suspensão”, acrescentaram representantes da organização.
A Plataforma citou um antigo relatório do Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente que indica que, entre 2006 e 2015, foram registrados 382 incêndios atribuídos a fogos de artifício, que afetaram mais de 4.600 hectares.
A isso soma-se o fato de que, na Comunidade de Madri, cerca de 40% dos incêndios têm origem em negligências e acidentes, o que inclui os fogos de artifício. Por isso, reduzir as fontes de risco evitáveis é “uma medida básica de prevenção”.
No entanto, a Secretaria de Estado ressaltou que não há registro de que nenhum foguete tenha causado um incêndio florestal, nem de que tenha representado qualquer risco para a população. Além disso, eles apontam que as imagens divulgadas pelos ambientalistas mostram um “pequeno incêndio” de vegetação.
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