Carlos Castro - Europa Press
LUGO, 21 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Xunta de Galicia, Alfonso Rueda, visitou nesta quinta-feira o Posto de Comando Avançado de Quiroga para acompanhar a evolução dos incêndios florestais que afetam, neste caso, a província de Lugo, acompanhado pela ministra regional do Meio Ambiente Rural, María José Gómez, e pelo prefeito do município, José Luis Rivera.
Rueda explicou que atualmente há cinco incêndios ativos na Galícia, depois de estabilizar o de Carballeda de Avia, "que também era muito preocupante na época", dez dias depois que o alerta 2 foi declarado em Ourense. O mais preocupante agora é o Larouco, que foi o que se espalhou pela província de Lugo e também ameaça o parque natural de O Courel.
O presidente descreveu-a como "a mais preocupante desde o início e que provavelmente atingirá uma extensão ainda maior". No entanto, ele garantiu que os técnicos já estão trabalhando no perímetro e que o próximo passo será avançar para sua estabilização.
O chefe da Xunta quis agradecer expressamente o esforço de todas as equipes envolvidas na extinção, desde as brigadas regionais, a UME, a Guarda Civil, a Polícia Regional e a Proteção Civil, até os próprios vizinhos, "que nos momentos mais difíceis também deram uma mão".
ELE CONFIA QUE A BOA EVOLUÇÃO SERÁ CONSOLIDADA
Quanto à situação climática, ele alertou que as temperaturas devem subir hoje, embora esteja confiante de que as chuvas anunciadas para a próxima semana ajudarão no combate ao incêndio.
"Estamos enfrentando um novo tipo de incêndio, os chamados incêndios de sexta geração, e o incêndio de Larouco é um exemplo claro", destacou, lembrando as dificuldades geradas pelas correntes de ar e explosões térmicas devido às mudanças de temperatura.
Apesar da complexidade do cenário, Rueda mostrou-se otimista e confirmou que já se está trabalhando em um plano de "desescalada" que permitirá o retorno do pessoal deslocado de outras comunidades, assim que os técnicos determinarem que os incêndios estão sob controle. "Ainda há muito trabalho pela frente, mas a situação é muito melhor do que era e estamos confiantes de que essa tendência continuará", disse ele.
SALDO DA ÁREA DE SUPERFÍCIE NÃO FECHADA
O presidente da Xunta também explicou que o balanço da área queimada não está fechado e que os números que eles manejam estarão aumentando para saber os finais em alguns dias. Ele defendeu sua absoluta "transparência" sobre o assunto e afirmou que, quando tudo estiver extinto, os dados reais serão conhecidos.
Ele também se referiu ao incêndio de Pena Trevinca, que passou de 20 hectares para 2.000 hectares em um curto espaço de tempo. Ele garantiu que é um incêndio muito complicado de ser atacado por meios terrestres e que há a preocupação de que ele esteja se espalhando "para áreas de grande valor natural".
AVALIAÇÃO MUNICIPAL
No balanço da situação em Quiroga e O Courel, as autoridades municipais também se mostraram otimistas, garantindo que a situação está melhorando significativamente, "embora nada possa ser dito com certeza sobre o incêndio", explicou o conselheiro do Meio Ambiente, Luis Manuel Arias.
O incêndio que, nos últimos dias, atingiu várias localidades, deixou de ser perigoso para as áreas habitadas e, de acordo com as palavras do responsável municipal, "está muito próximo de ser controlado".
Com mais de 9.000 hectares queimados nesse município, os esforços estão agora em Montouto de Outeiro, na fronteira com Folgoso do Courel, onde as chamas estão contidas em duas frentes, no Quirogués e na fronteira com León.
Nesses pontos estão trabalhando agora numerosas tropas que, apesar do aumento das temperaturas nesta tarde, não devem avançar mais.
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