Europa Press/Contacto/Vadim Savitsky - Arquivo
MADRID 26 jan. (EUROPA PRESS) - O braço direito do presidente chinês, Xi Jinping, no Exército, o vice-presidente da Comissão Militar Central, o general Zhang Youxia, e o chefe de gabinete do Departamento do Estado-Maior da comissão, o general Liu Zhenli, foram acusados de “pisotear e minar o sistema de responsabilidade do presidente da Comissão Militar Central”, ou seja, o próprio presidente chinês, e de “fomentar graves problemas políticos e de corrupção” no seio do Exército.
Em um editorial do Diário do Exército Popular de Libertação, órgão de comunicação do Exército, ambos os líderes são acusados de “minar a liderança absoluta do Partido sobre o Exército” e acrescenta-se que “ameaçaram sua própria base de governo, prejudicaram gravemente a imagem e o prestígio da Comissão Militar Central e afetaram gravemente a base política e ideológica para a unidade e o progresso de todos os oficiais e soldados”.
Pequim anunciou neste sábado uma investigação por “graves violações disciplinares” contra dois dos mais altos cargos da cúpula do Exército. O caso de Zhang é especialmente importante por dois motivos: ele é o oficial uniformizado de mais alto escalão do Exército chinês e é membro do Politburo do Partido Comunista, o núcleo do poder. A Comissão Militar Central é, vale lembrar, o órgão máximo de comando militar da China e é chefiada por Xi Jinping.
A publicação do órgão oficial insiste que a investigação e a “punição” contra Zhang e Liu “retificarão ainda mais a situação política, eliminarão o veneno ideológico e as más práticas e revitalizarão a organização”. Nesse sentido, ressalta que este caso consolida e aprofunda os resultados da “retificação política, promovendo o renascimento do Exército Popular de Libertação”.
Assim sendo, assinala que a corrupção “é um obstáculo ao desenvolvimento do Partido e do país” e que a sua luta é “uma batalha crucial que não podemos permitir-nos perder”. Conclui que, sob a “liderança firme” do Comitê Central do Partido, com Xi Jinping à frente, “o Exército Popular erradicará com segurança todos os fenómenos negativos e corruptos e continuará a ser uma força heróica”.
De acordo com informações do The Wall Street Journal, o alto cargo do Exército chinês estaria no centro da polêmica por ter fornecido informações aos Estados Unidos sobre o programa de desenvolvimento de armas nucleares em troca de subornos. TENSÃO ENTRE XI E O EXÉRCITO
Os dois generais foram objeto de uma deliberação preliminar por parte do Comitê Central do Partido Comunista da China, que acabou por decidir abrir uma investigação formal contra ambos, declarados “suspeitos de graves violações da disciplina e da lei”, sem dar mais detalhes.
Essa expressão costuma ser um eufemismo para se referir a práticas de corrupção, como vem ocorrendo desde 2012, o início informal de uma grande iniciativa contra esses crimes no seio do Exército chinês por ordem do presidente Xi, e que se estendeu às altas esferas em 2023, quando começaram as investigações sobre a divisão estratégica de foguetes.
Desde então, Xi vem substituindo comandantes militares porque entende que esses casos estão retardando gravemente a evolução do Exército chinês, essencial para adquirir um papel dominante no Indo-Pacífico e garantir a reunificação com Taiwan até 2049.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático