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MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -
O Pacto Histórico anunciou que não comparecerá à cerimônia de posse do presidente eleito, Abelardo de la Espriella, prevista para 7 de agosto na cidade de Cali, seguindo assim os passos do senador e ex-candidato à presidência, Iván Cepeda, a quem acompanharão em Barranquilla, onde realizarão uma manifestação.
“Não iremos à cerimônia de posse de Abelardo de la Espriella”, antecipou o porta-voz do Pacto Histórico na Câmara dos Deputados, Alfredo Mondragón, que explicou que, em vez de comparecerem a essa cerimônia, estarão naquele dia nas ruas “fazendo resistência a este governo de um cidadão norte-americano”.
Uma resistência que será “pacífica”, ressaltou Mondragón em todos os momentos, e que se insere nessa “desobediência civil” proposta por Cepeda como forma de oposição na próxima legislatura, em rejeição à condição de cidadão norte-americano, bem como à sua possível relação com agências oficiais daquele país.
Mondragón explicou à imprensa que conversarão com os movimentos sociais para organizar um evento que espera que seja “muito colorido” e “muito artístico”, mas prestando atenção especial para que “infiltrados da extrema direita” não provoquem situações que justifiquem uma intervenção das forças de segurança.
“Definitivamente, não vamos nos esconder nem ficar calados. O que é certo é que o povo não vai cair em provocações; será uma resistência pacífica e decidida”, afirmou o porta-voz do Pacto Histórico.
Nessa linha, também se manifestou o segundo vice-presidente do Senado, Alejandro Ocampo, que ainda criticou De la Espriella por sua ideia de tomar posse do cargo em Cali, em vez de fazê-lo no Congresso, que é “o que representa a soberania do povo”.
As críticas de Ocampo a esse “capricho midiático” do presidente eleito partem da suposição de que, no fim das contas, a posse venha a ser realizada em um quartel militar, tal como De la Espriella havia proposto inicialmente — hipótese que acabou sendo descartada por sua equipe.
“O que importa é ir ao território; se, no fim das contas, o Congresso disser ‘não’ à realização da cerimônia em um quartel militar, tudo bem, vamos ao território mesmo assim para realizar essa posse presidencial (...) há uma disposição de não realizá-la em um quartel militar; então, vamos realizá-la em um espaço civil”, afirmou a congressista do partido do governo Carol Borda.
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