JUNTA DE ANDALUCÍA - Arquivo
GRANADA 20 ago. (EUROPA PRESS) -
O conjunto monumental da Alhambra e do Generalife mantém seu ritmo habitual de venda de ingressos, apesar da série de tremores que, há seis dias, afeta a cidade de Granada e sua região metropolitana, La Vega de Granada. Após sua reabertura ao público na última quarta-feira, depois de ter ficado temporariamente fechado durante a tarde de terça-feira, o complexo voltou a receber o fluxo habitual de turistas.
Isso foi destacado em entrevista concedida à Europa Press pelo diretor do Patronato da Alhambra, Rodrigo Ruiz-Jiménez Carrera, na qual ele afirmou que “para nós é um orgulho poder dizer que a Alhambra resistiu a esse impacto de forma notável”.
Ruiz-Jiménez destacou que, na última quarta-feira, apenas cerca de 5% das pessoas não compareceram ao complexo monumental, apesar de terem adquirido antecipadamente seus ingressos, como é habitual para visitar a Alhambra.
“Tínhamos tudo esgotado, toda a capacidade vendida, e tivemos muito poucos ‘no-shows’, que são as pessoas que compram, mas não comparecem. Não chega nem a 5%, portanto não é significativo”, afirmou.
Além disso, questionado sobre o ritmo de venda de ingressos desde o início da série de tremores em Granada, ele garantiu: “Não percebemos que tenha havido uma diminuição em relação ao ritmo habitual em agosto, porque, em agosto, o que as pessoas estão comprando são praticamente — ingressos para — outubro-novembro. Portanto, não observamos nenhuma queda nesse ritmo”.
DANOS POUCO SIGNIFICATIVOS E ALCAZÁBA FECHADA
Quanto aos danos causados pelos tremores, o diretor da Alhambra explicou: “Não tivemos grandes danos a relatar nem danos significativos a relatar. E também é motivo de orgulho que toda a equipe tenha conseguido reabrir a Alhambra imediatamente e que estejamos em total normalidade”.
Nesse ponto, ele detalhou que, por motivos de segurança, algumas áreas do complexo foram isoladas e houve pequenos danos muito pouco significativos no espaço mais famoso e visitado da Alhambra: os Palácios Nazários. Nestes últimos, foram registrados pequenos danos nos trabalhos em gesso, que correspondem a algumas das últimas intervenções realizadas.
“O mais importante de tudo é que, estruturalmente, temos certeza de que não houve nenhum impacto na estrutura e, nos elementos decorativos, os danos não são significativos, sinceramente”, insistiu.
Questionado sobre o fechamento da Alcazaba, a cidadela defensiva e a parte mais antiga do complexo, ele explicou que ela permanece fechada ao público, pois “há alguns elementos arquitetônicos que nos geram certas dúvidas na hora de pensar em réplicas, ou seja, não é que tenha ocorrido um dano propriamente dito, mas o que estamos fazendo é uma medida preventiva para evitar que possam ocorrer réplicas no momento em que houver visitação pública”.
A esse respeito, Ruiz-Jiménez ressaltou que a segurança dos trabalhadores e dos visitantes é sempre a prioridade “e por isso tomamos essa decisão que, evidentemente, nos entristece, mas acredito que a segurança está acima de tudo”.
“Não temos nada a destacar, exceto, por exemplo, as ameias, que, aliás, são intervenções do século XIX. É muito curioso, pois o que é menos estável é o que é mais recente, e a verdade é que a Alcazaba, graças a Deus, encontra-se em bom estado. Estamos realizando inspeções mais aprofundadas, tanto pelos bombeiros na época quanto agora pela UGR, e também estamos bastante certos de que não houve danos significativos. No entanto, o que prevalece é a prudência e colocar sempre a segurança acima de tudo”, concluiu sobre a Alcazaba, para a qual não quis fornecer uma data possível de reabertura.
Por fim, como exemplo da volta à “normalidade” na Alhambra e no Generalife, o diretor do Patronato destacou a apresentação, na noite desta última quarta-feira, do espetáculo do Balé Flamenco da Andaluzia com Patricia Guerrero, que registrou “lotação esgotada” e ficará em cartaz até o próximo fim de semana. “A Alhambra é mágica, a Alhambra é eterna”, concluiu Rodrigo Ruiz-Jiménez.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático