CÓRDOBA 27 mar. (EUROPA PRESS) -
Uma equipe da Universidade de Córdoba (UCO), formada por pesquisadores dos Departamentos de Zoologia e Engenharia Eletrônica e de Computação, usou inteligência artificial (IA) em imagens para desenvolver um sistema que ajuda os apicultores a localizar as células cheias de mel nas colmeias.
Conforme indicado pela universidade em uma nota, o algoritmo, treinado com base em imagens do apiário da UCO, apoia uma tarefa complexa que é tradicionalmente realizada manualmente, detalhando que a tarefa de localizar células contendo cria, pólen ou mel em um favo de mel é "essencial para obter informações sobre quando coletar o mel ou avaliar a saúde da colmeia".
Esse é um processo tradicionalmente realizado manualmente e cuja automação sempre encontrou um problema: as abelhas cobrem as superfícies que contêm mel com cera para mantê-las nos níveis corretos de umidade, o que faz com que elas percam sua forma hexagonal característica, dificultando sua identificação por meio de sistemas que foram projetados para identificar células procurando por formas hexagonais.
Agora, a equipe da UCO aplicou um algoritmo de segmentação semântica de aprendizagem profunda chamado 'Feature Pyramid Network (FPN)' que permite várias classificações em diferentes resoluções, oferecendo uma solução robusta e automatizada para esse problema.
Francisco Javier Rodríguez, pesquisador do Departamento de Engenharia Eletrônica e de Computação, explicou que o algoritmo foi treinado com diferentes fotografias de favos de mel obtidas do apiário da Universidade de Córdoba e foi comparado com diferentes algoritmos de segmentação semântica, como o U-Net, e, além disso, com sete extratores de recursos diferentes.
Esse trabalho, do qual também participam Francisco Javier Quiles e Manuel Ortiz (Departamento de Engenharia Eletrônica e de Computação) e José Manuel Flores (Departamento de Zoologia), obteve resultados de classificação acima de 92% em métricas típicas de segmentação de imagens, o que garante um apoio importante à tarefa manual tradicional realizada pelos apicultores, melhorando sua precisão e eficiência e reduzindo o tempo de execução desse trabalho.
Essa inovação tecnológica aplicada à apicultura se soma a outras desenvolvidas por essa equipe de pesquisa interdisciplinar, como o contador de abelhas que monitora as "portas" das colmeias por meio de luz infravermelha e pulsos elétricos ou o próprio sistema "WBee", um sistema de monitoramento remoto, pioneiro na Espanha, projetado para facilitar a observação da atividade das colmeias para apicultores e cientistas sem alterar a vida normal da colônia de abelhas.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático