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MADRID 15 set. (EUROPA PRESS) -
O ex-ministro Alex Saab, considerado o testa-de-ferro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, declarou-se culpado de lavagem de dinheiro, entre outros crimes, após chegar a um acordo com o Ministério Público dos Estados Unidos durante uma audiência realizada nesta terça-feira em um tribunal federal em Miami.
O colombiano, deportado para os Estados Unidos em maio passado, também reconheceu sua culpa por uma acusação de transações financeiras ilícitas perante a juíza distrital Kathleen Williams, segundo informam o portal de notícias Efecto Coyuco e a emissora de televisão VPI.
O empresário, que também exerce essa função, alterou assim sua declaração de 24 de julho, embora os termos de seu acordo com as autoridades americanas ainda não tenham sido divulgados.
Sua transferência para os Estados Unidos foi autorizada pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que decidiu destituí-lo de seus diversos cargos poucas semanas após a prisão de Maduro, em janeiro deste ano.
O acordo entre Saab, homem de confiança de Maduro, e Washington ocorre enquanto o presidente permanece em uma prisão em Nova York, acusado de crimes federais relacionados ao tráfico de drogas.
Saab já esteve preso por mais de três anos nos Estados Unidos por suposto lavagem de dinheiro. Ele foi preso em Cabo Verde em junho de 2020, após um pedido dos Estados Unidos, e extraditado em outubro de 2021. Posteriormente, foi libertado após um acordo entre Washington e Caracas, que também incluía a libertação de dez cidadãos norte-americanos detidos na Venezuela.
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