Publicado 11/05/2026 06:13

A Alemanha rejeita que Schroeder atue como mediador entre a Rússia e a Ucrânia: "Ele não demonstrou neutralidade"

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 1º de julho de 2020, Berlim: Gerhard Schröder, ex-chanceler alemão, aguarda o início da audiência na Comissão de Economia do Bundestag sobre o projeto do gasoduto Nord Stream 2 na sala de reuniões. Os social-democratas alem
Kay Nietfeld/Dpa - Arquivo

BRUXELAS 11 maio (EUROPA PRESS) -

As autoridades alemãs rejeitaram nesta segunda-feira a possibilidade de o ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder atuar como mediador internacional para resolver as negociações de paz sobre a Ucrânia, que se encontram em impasse, após ele ter sido apontado pelo presidente russo, Vladimir Putin, como possível facilitador do diálogo. As autoridades alemãs alegaram sua proximidade com a Rússia e destacaram que qualquer figura de mediação deve ser aceita por todas as partes.

"O ex-chanceler, no passado, não demonstrou exatamente tudo o que é necessário para poder atuar aqui como mediador neutro, como uma espécie de 'honest broker'. Ele está e também se deixou influenciar claramente por Putin”, afirmou o ministro alemão para Assuntos Europeus, Gunther Krichbaum, em declarações feitas em Bruxelas ao ser questionado sobre a proposta lançada pelo líder russo de que o ex-chanceler social-democrata atue como mediador.

Nesse sentido, Krichbaum aludiu à proximidade de Schroeder com Putin. “Amizades íntimas podem ser legítimas em qualquer parte do mundo, mas não contribuem para que alguém seja visto como um mediador íntegro e imparcial”, observou, ao mesmo tempo em que ressaltou que qualquer figura que atue como facilitador do diálogo deve ser aceita por Kiev.

“O importante, acima de tudo, é que um mediador possa ser aceito por ambas as partes”, enfatizou o político conservador alemão.

Schroeder, chanceler alemão entre 1998 e 2005, consolidou durante seu mandato a dependência energética da Rússia e, há anos, mantém laços com empresas russas, sendo uma figura polêmica em seu próprio país. Em 2022, em plena polêmica pela invasão da Ucrânia, ele cedeu à pressão e renunciou ao cargo no conselho de administração da gigante russa do gás Gazprom.

Nesse mesmo ano, o Bundestag tomou a decisão de retirar alguns dos privilégios decorrentes de seu cargo anterior, enquanto, no seio de seu próprio partido, o Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), foram debatidos pedidos de expulsão, embora nunca tenham chegado a se concretizar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado