DAMASCO 20 mar. (DPA/EP) -
A Alemanha reabriu oficialmente sua embaixada na Síria após 13 anos de fechamento, aproveitando o novo cenário político após a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro e coincidindo com uma visita a Damasco da ministra alemã das Relações Exteriores, Annalena Baerbock.
A embaixada deixou de funcionar em 2012, após a eclosão da guerra civil um ano antes, e com sua reabertura Berlim quer dar um voto de confiança às novas autoridades de transição em Damasco, lideradas pelo líder jihadista Ahmed al Shara.
A legação será inicialmente chefiada pelo diplomata Stefan Schneck, como encarregado de negócios, e sua reabertura permitirá um contato mais direto com o governo interino e com membros da sociedade civil. As atividades consulares, como a emissão de vistos, continuarão a ser realizadas pela embaixada alemã em Beirute.
Mesmo antes de sua viagem à Síria, Baerbock pediu "um novo começo" nas relações na capital libanesa, mas com "expectativas claras de liberdade, segurança e oportunidades para todos" os sírios, sem exclusão com base em gênero, origem ou comunidade.
O governo alemão também anunciou na segunda-feira que forneceria mais 300 milhões de euros para mitigar as consequências da guerra civil de 14 anos que desencadeou uma onda maciça de deslocamentos. Estima-se que somente a Alemanha abrigue mais de um milhão de sírios, muitos deles refugiados.
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