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MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, pediu nesta quarta-feira ao seu homólogo israelense, Gideon Saar, que o país “limite suas ações” militares no Líbano ao “estritamente necessário” em “questões de defesa”, declarações que surgem logo após os Estados Unidos e o Irã terem acordado um cessar-fogo ao qual Israel aderiu.
Wadephul instou, assim, durante uma ligação telefônica com Saar, a limitar esses ataques a questões relacionadas exclusivamente ao partido-milícia libanês Hezbollah, que as autoridades israelenses consideram uma organização terrorista.
“Durante a conversa com o ministro das Relações Exteriores de Israel, o ministro alemão argumentou que esses ataques devem ser reduzidos e que não devem ir além do que está relacionado ao Hezbollah”, afirmou um porta-voz do governo, segundo declarações divulgadas pela emissora de televisão pública alemã.
Pouco antes, o próprio Wadephul havia destacado que o cessar-fogo “deve ser o passo inicial decisivo no caminho para uma paz duradoura” e afirmou que “as consequências da continuação da guerra seriam inegáveis”. “A Alemanha apoiará com todas as suas forças esse caminho da diplomacia”, sinalizou.
O Exército de Israel anunciou nesta quarta-feira a suspensão de seus ataques contra o Irã na sequência do acordo de cessar-fogo de duas semanas entre Washington e Teerã, embora tenha assegurado que mantém sua ofensiva contra o Líbano, apesar de o Paquistão, que atuou como mediador para alcançar o pacto, ter afirmado em seu comunicado que o mesmo abrangia toda a região do Oriente Médio.
As autoridades libanesas estimam em mais de 1.500 o número de mortos e mais de 4.800 o de feridos pelos ataques perpetrados pelo Exército de Israel contra o Líbano desde o último dia 2 de março, na sequência da ofensiva lançada dias antes, em conjunto com os Estados Unidos, contra o Irã. Essa onda de ataques provocou o deslocamento de mais de um milhão de pessoas, enquanto pelo menos outras 200 mil cruzaram a fronteira para a vizinha Síria desde o início desses bombardeios.
Israel já vinha lançando dezenas de ataques nos últimos meses contra o Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra atividades do Hezbollah e assegurando que, por isso, não viola o acordo, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos em relação a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
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