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BERLIM 3 abr. (DPA/EP) -
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, expressou nesta sexta-feira sua “preocupação” com as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possível saída do país da OTAN em retaliação ao que considera uma falta de apoio dos Estados-membros diante da ofensiva contra o Irã e da situação no Estreito de Ormuz.
“Seus comentários me preocupam, é claro”, afirmou o chefe da diplomacia alemã, que declarou, no entanto, acreditar que uma saída da Aliança “ainda pode ser evitada”. “Acredito que nosso compromisso e determinação farão com que os Estados Unidos continuem conosco nesta história de sucesso”, disse ele.
Nesse sentido, ele destacou que existe “um claro compromisso e apoio” e ressaltou sua “enorme importância” para a segurança da Alemanha e “de todos os países da Aliança”, que agora está “mais forte do que nunca”. Sobre esse assunto, ele lembrou a adesão da Suécia e da Finlândia e sublinhou o compromisso dos países de investir 5% do PIB em defesa.
Além disso, ele enfatizou que Trump “não pode decidir sair da OTAN por conta própria. “Ele precisará, no mínimo, da aprovação do Senado”, afirmou, ao mesmo tempo em que destacou que a OTAN “tem uma importância enorme no âmbito da segurança da Alemanha”.
Na quarta-feira, a UE reafirmou seu compromisso com a OTAN depois que Trump abordou a possibilidade de uma retirada e redobrou suas críticas aos parceiros europeus por não o apoiarem na guerra no Irã.
“A UE e seus aliados são mais fortes juntos e, nesse contexto, a OTAN continua sendo fundamental”, sublinhou a porta-voz, que não quis comentar as ameaças de Trump de pressionar os países da UE a reabrir o Estreito de Ormuz.
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