MADRID, 25 jun. (EUROPA PRESS) -
Os países do E5 — Alemanha, França, Itália, Polônia e Reino Unido — comprometeram-se nesta quarta-feira a “fortalecer o papel da Europa dentro da OTAN”, reforçando, especificamente, a capacidade de “dissuasão” em relação à “ameaça mais significativa e direta da Rússia”, e destacaram a importância, para esses fins, de implementar uma “cooperação industrial mais estreita na área de defesa”.
“Os líderes se comprometem a fortalecer o papel da Europa na OTAN, assumindo a Europa uma maior responsabilidade pela segurança transatlântica compartilhada e coordenando-se estreitamente com os Estados Unidos”, diz o primeiro parágrafo da declaração conjunta emitida pelos líderes do E5, reunidos em Berlim com a participação virtual, de Washington, do secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte.
Nesse encontro, os líderes europeus concordaram em “desenvolver conjuntamente formas de fortalecer as contribuições europeias para as capacidades aliadas”.
Além disso, referiram-se à Rússia e ao terrorismo — sem atribuição de natureza específica —, concordando em “aumentar as contribuições para as atividades de dissuasão da OTAN” diante do que descreveram como “a ameaça mais significativa e direta da Rússia e a ameaça assimétrica mais direta do terrorismo à segurança euro-atlântica”, comprometendo-se a, caso esta seja ameaçada, “agir em conjunto e com prontidão”.
Com esses objetivos, os cinco países reunidos destacaram a “importância de uma cooperação industrial mais estreita na área de defesa para fornecer à OTAN as capacidades” necessárias, concordando em “fortalecer ainda mais” essa colaboração “com foco na defesa aérea, nos sistemas não tripulados, inteligência artificial (IA) e outras capacidades, incluindo o poder de fogo de longo alcance”. “Eles concordam em acelerar seu compromisso com o desenvolvimento e a aquisição conjuntos europeus de capacidades de ataque de precisão em profundidade”, acrescenta a declaração, que também destaca a importância de “aumentar a interoperabilidade”.
“APOIO À UCRÂNIA” E “UNIDOS CONTRA O IRÔ
O texto contém também duas passagens referentes à Ucrânia e ao Irã. Com relação ao país europeu, os líderes reunidos se comprometeram a “prestar um apoio substancial à Ucrânia em sua defesa contra a agressão russa”, citando medidas como “sanções e pressão econômica” sobre Moscou e “apoio à resiliência do setor energético ucraniano”, alvo de múltiplos ataques russos desde o início da guerra.
No âmbito militar, eles apoiaram a cooperação com Kiev “por meio de iniciativas da OTAN” e enfatizaram a necessidade de “aprofundar a parceria da OTAN com a Ucrânia, aproximando a Ucrânia da Aliança e reconhecendo a contribuição vital que a Ucrânia traz para a segurança euro-atlântica”.
Quanto à resolução do conflito bélico, eles afirmaram concordar com as condições para “uma paz justa e duradoura” e declararam apoiar “as propostas de diálogo direto entre a Ucrânia e a Rússia, com a participação ativa dos Estados Unidos e da Europa”.
No que diz respeito ao Irã, os cinco líderes europeus demonstraram sua “satisfação” com o Memorando de Entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, que atribuíram à “iniciativa do presidente (dos Estados Unidos, Donald) Trump” e que consideram “uma oportunidade para restabelecer a estabilidade regional e estabilizar a economia mundial”.
Além disso, eles ressaltaram que “o Irã nunca deve possuir armas nucleares”, em consonância com o que defendem Trump e Rutte, e reivindicaram a “liberdade de navegação incondicional e irrestrita no Estreito de Ormuz”.
Nesse sentido, confirmaram seu compromisso de participar da “Missão Militar Multinacional liderada pelo Reino Unido e pela França” nesse passagem marítima estratégica “assim que as condições o permitirem e de acordo com seus respectivos requisitos constitucionais”. “Essa missão poderia desempenhar um papel importante para tranquilizar o setor marítimo e reabrir o Estreito, inclusive por meio da verificação da remoção de minas”, afirmaram.
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