Publicado 20/03/2026 15:17

A Alemanha estuda a criação de um imposto sobre os lucros extraordinários das petrolíferas devido à crise energética

18 de março de 2026, Berlim: O chanceler alemão Friedrich Merz e o ministro das Finanças alemão Lars Klingbeil conversam durante a sessão plenária do Parlamento alemão (Bundestag). Foto: Christoph Soeder/dpa
Christoph Soeder/dpa

MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -

O Ministério das Finanças da Alemanha estuda a possibilidade de aprovar um imposto sobre os lucros extraordinários que as empresas petrolíferas irão obter devido aos aumentos nos preços da energia, em consequência da guerra no Irã, segundo informações do semanário alemão 'Der Spiegel'.

Nesse sentido, o ministro das Finanças, Lars Klingbeil, já manifestou publicamente sua oposição ao aumento dos preços da gasolina nos últimos dias. Klingbeil pertence à ala social-democrata da coalizão que engloba a conservadora CDU/CSU do chanceler, Friedrich Merz, e o Partido Social-Democrata (SPD).

Funcionários do Ministério teriam começado a analisar a estrutura dessa taxa e seu impacto na economia alemã, bem como outras medidas para amenizar os efeitos do aumento dos preços da energia.

Essa medida já foi implementada em 2022 após o início da guerra na Ucrânia, portanto já possui precedentes normativos. Na ocasião, o governo federal da Alemanha aplicou um imposto de 33% sobre os preços que superassem em 20% a média dos dois anos anteriores e chegou a arrecadar cerca de 2 bilhões de euros.

Segundo informa o meio de comunicação alemão, Klingbeil pretende utilizar o montante arrecadado pelo imposto sobre os “lucros inesperados” das petrolíferas para aumentar o financiamento dos bilhetes de transporte público.

O Executivo alemão preparou um pacote legislativo com outras medidas relacionadas à concorrência entre os postos de gasolina, com o objetivo de limitar o aumento dos preços a uma única vez por dia; além disso, eles deverão explicar os motivos por trás desses aumentos.

“Estamos respondendo ao aumento dos preços dos combustíveis. Nossas medidas fortalecem a concorrência e aproveitam o potencial da economia social de mercado, sem recorrer ao erro de impor controles de preços por parte do governo”, indicou a ministra alemã da Economia e Energia, Katherina Reiche, da ala conservadora do Executivo.

Essa possibilidade contrasta com as medidas aprovadas nesta sexta-feira pelo governo da Espanha, que estabelecem uma redução dos impostos sobre combustíveis, gás e eletricidade.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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