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MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) - O governo da Alemanha descartou nesta segunda-feira participar da ofensiva em grande escala lançada no sábado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já deixou mais de 500 mortos no país asiático, entre eles o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e vários ministros e altos funcionários do Exército iraniano.
O ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, indicou em declarações à emissora Deutschlandfunk que os militares alemães estão preparados para “se defender” em caso de ataque, embora tenha sublinhado que Berlim não participará em operações militares contra o Irã.
Atualmente, há unidades do Exército alemão na Jordânia e no Iraque, às quais Wadephul se refere, insistindo que, ao contrário do Reino Unido, que está permitindo que os Estados Unidos usem suas bases na região para realizar ataques, a Alemanha não dispõe dessas instalações.
No entanto, ele reiterou que “o Irã representa uma ameaça considerável, não apenas para Israel e a região, mas também para a Alemanha e a Europa”, ao mesmo tempo em que fez referência ao programa balístico iraniano, que conta com mísseis com alcance suficiente para atingir vários países europeus.
No domingo, os governos da França, Alemanha e Reino Unido afirmaram em uma declaração conjunta que estão estudando a possibilidade de atacar “na origem” os lançadores de mísseis e drones do Irã para defender seus interesses e os de seus aliados no Oriente Médio.
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