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Merz reconhece que a economia do país “continuará sentindo as consequências da guerra por muito tempo”
BERLIM, 13 abr. (DPA/EP) -
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, atribuiu nesta segunda-feira o fracasso das negociações realizadas no fim de semana no Paquistão entre os Estados Unidos e o Irã à preparação insuficiente. As negociações tinham como objetivo chegar a um acordo definitivo para o fim da ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelas forças americanas e israelenses contra território iraniano.
“Não me surpreendeu a decisão de suspender as conversas em Islamabad”, afirmou. “Desde o início, não tive a impressão de que estivessem realmente bem preparadas”, declarou, antes de destacar que “nesse sentido, agora será um processo mais longo” e acrescentar que Berlim está em contato com os Estados Unidos e Israel.
“Continuará sendo um processo longo, e continuaremos sentindo as consequências desta guerra por muito tempo, mesmo quando ela tiver terminado”, observou, referindo-se às consequências econômicas do conflito. “Durante um período prolongado, veremos um fardo considerável também para a economia alemã e, portanto, um fardo considerável também para as famílias”, lamentou.
Assim, ele destacou que as autoridades alemãs querem “fazer tudo o que estiver ao seu alcance” para “manter e melhorar a competitividade da economia alemã, bem como para aliviar a situação das famílias”. “Não é fácil. Nem tudo vai dar certo. Não podemos resolver todas as crises do mundo com dinheiro da Alemanha”, reconheceu.
O fracasso das negociações em Islamabad foi seguido por um anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um bloqueio do estreito de Ormuz, incluindo ameaças de interceptar “em águas internacionais” qualquer navio que tenha pago ao Irã para atravessar essa passagem estratégica, uma postura duramente criticada por Teerã
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