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MADRID 26 jun. (EUROPA PRESS) -
O polêmico centro de detenção de imigrantes da Flórida (Estados Unidos), conhecido como “Alligator Alcatraz” ou “Alcatraz dos jacarés” — devido aos répteis que habitam a área pantanosa circundante dos Everglades —, foi fechado após quase um ano de funcionamento, conforme anunciou o governador do estado, o republicano Ron DeSantis, que nas últimas semanas, em meio a uma evacuação justificada pela chegada da temporada de tempestades, lembrou que o centro tinha, originalmente, caráter temporário.
“Criamos o Alligator Alcatraz para ajudar a sanar as deficiências do governo Biden em matéria de imigração e reforçar os esforços do governo Trump para retomar as operações de controle migratório e deportação dentro do país (...) O Alligator Alcatraz cumpriu essa missão”, afirmou DeSantis nas redes sociais.
Assim, com o centro já fechado, os detidos que aguardavam deportação “foram transferidos para outras instalações federais”, enquanto são realizados os “esforços de desmobilização” nas instalações dos Everglades, depois que as autoridades anunciaram, no início de junho, um fechamento temporário e transferiram os detidos para outras instalações, alegando que a temporada de furacões tornava inseguro mantê-los nos Everglades.
O governador, que tem citado o controle migratório como “uma prioridade estadual” desde que assumiu o cargo, elogiou a colaboração de seu governo com as autoridades estaduais para “agilizar as deportações”, estimando em quase 30.000 o número de deportações realizadas em relação ao “apoio às operações de detenção” prestado pela Flórida.
Quanto ao “Alcatraz dos jacarés”, o líder regional estimou em 21 mil o número de deportações facilitadas por meio dessas instalações, conforme detalhou em uma coletiva de imprensa conjunta com o chamado “czar das fronteiras”, Tom Homan, segundo informou o site de notícias The Hill.
Construído em apenas oito dias em um terreno cercado pelos pântanos dos Everglades, infestados de mosquitos e jacarés, o “Alligator Alcatraz” chamou a atenção de todo o país no dia de sua inauguração, quando DeSantis levou o presidente para visitar as instalações, cujo funcionamento custa um milhão de dólares por dia, de acordo com registros estaduais coletados pela Bloomberg.
Além disso, imigrantes detidos, advogados e defensores dos direitos civis vêm lutando há muito tempo pelo fechamento da prisão, argumentando, entre outras coisas, que os detidos vivem em condições precárias.
Outros grupos têm questionado seu funcionamento por motivos ambientais, como é o caso das associações Amigos dos Everglades e Centro para a Diversidade Biológica, cujo advogado, Paul Schwiep, criticou em um comunicado que “o governo acredita que pode ignorar a questão e deixar que outros se encarreguem da limpeza”. “A lei não lhes permitirá se eximir de sua responsabilidade”, retrucou ele, prometendo solicitar aos tribunais que “garantam que os danos ambientais sejam totalmente reparados”.
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