Publicado 19/04/2026 06:10

Alberto de Mônaco convida Felipe VI para participar do 500º aniversário da visita de Carlos I ao Principado em 2029

O chefe de Estado monegasco tem previsto viajar a Madri para inaugurar uma exposição em junho

Archivo - Arquivo - (I-D) O príncipe Alberto II de Mônaco e o rei Felipe VI posam juntos durante o encontro na Zarzuela.
Casa Real - Arquivo

MADRI, 19 abr. (EUROPA PRESS) -

O príncipe Alberto II de Mônaco convidou o rei Felipe VI para participar, em 2029, das comemorações do 500º aniversário da visita que Carlos I da Espanha fez ao principado, o que poderia constituir a primeira visita oficial do monarca a este país desde que subiu ao trono, conforme informou à Europa Press a embaixadora monegasca, Catherine Fautrier-Rousseau.

Embora exista entre as duas casas reais uma “relação muito próxima e de amizade” e haja uma “relação muito boa” entre Alberto II e Felipe VI, segundo a embaixadora, até o momento não houve nenhuma visita de Estado ou oficial por parte dos Reis, nem do chefe de Estado monegasco.

Para pôr fim a essa situação, “o Príncipe convidou o Rei para uma visita de Estado a Mônaco por ocasião da comemoração do 500º aniversário da viagem de Carlos I em 2029”, indicou a diplomata, que confia que o convite, já formalizado, seja aceito.

A data, de grande relevância para o principado, comemora a visita que Carlos da Áustria fez a caminho de Bolonha para ser coroado imperador pelo Papa Clemente VII, de 5 a 9 de agosto de 1529. Naquela época, Mônaco já se encontrava sob o protetorado espanhol em virtude do Tratado de Burgos de 1525, situação que se manteve até o ano de 1641.

VISITA DE ALBERTO II

Mas antes dessa possível visita, está prevista outra de Alberto II à Espanha. Segundo antecipou a embaixadora, o Príncipe — que para os monegascos também é chefe de Governo — viajará a Madri no início de junho por ocasião da exposição que comemora os 150 anos do estabelecimento da presença diplomática do principado na Espanha.

Este pequeno país situado na Costa Azul conta com menos de vinte embaixadores para cobrir 35 países, sendo a Espanha um dos poucos onde mantém uma embaixada propriamente dita, fato que Fautrier-Rousseau atribui à relação histórica, principalmente entre ambas as coroas.

A de Alberto II não será a primeira visita que ele realiza à Espanha, embora até o momento ele não tenha feito nenhuma de caráter oficial, já que o soberano monegasco mantém um vínculo estreito com nosso país, onde realizou visitas de caráter privado por diversos motivos nos últimos anos, em algumas das quais ocorreu um encontro com Felipe VI.

Também no plano político não há um intenso intercâmbio de visitas, uma vez que, até o momento, nenhum ministro espanhol visitou oficialmente o principado de forma bilateral, enquanto a atual ministra das Relações Exteriores de Mônaco realizou a que foi a primeira visita à Espanha há duas semanas.

Nesse sentido, a embaixadora defende que as relações bilaterais não se reduzem aos contatos ministeriais, embora admita que há “mais relações entre empresas do que entre governos”.

Mônaco, afirma ela, “possui uma economia diversificada” na qual o turismo, ao contrário da crença generalizada, representa apenas 5%, com o setor bancário, financeiro e de serviços como setores-chave, mas também com a indústria de cosméticos, farmacêutica e de componentes para a indústria automotiva e plástica.

Por outro lado, e à margem da agenda cultural preparada pela Embaixada para comemorar os 150 anos, que inclui, além da exposição que percorrerá várias cidades espanholas, diversos concertos, Mônaco sediará este ano a etapa prólogo e a largada da Vuelta a España. Segundo a embaixadora, a escolha não foi motivada pela comemoração, mas já estava prevista de antemão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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