Publicado 06/11/2025 09:12

Albares retorna para discutir o uso do catalão no Parlamento Europeu com Metsola, mas não há progresso

O Ministro de Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, e a Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, se reúnem em Bruxelas
MINISTERIO DE ASUNTOS EXTERIORES

BRUXELAS/MADRI 6 nov. (EUROPA PRESS) -

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, voltou a discutir com a Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, o pedido do Governo para que o catalão, o basco e o galego possam ser usados nas sessões plenárias, mas não houve progresso nessa questão.

Fontes do Ministério das Relações Exteriores confirmaram que "o uso das línguas oficiais no Parlamento Europeu" foi um dos assuntos abordados na reunião de trabalho realizada na quinta-feira em Bruxelas, sem entrar em mais detalhes, enquanto o Parlamento Europeu se limitou a informar à Europa Press que "não há novos desenvolvimentos".

A última vez que o ministro discutiu essa questão com Metsola foi em dezembro passado, depois de ter enviado cartas a ele em três ocasiões - setembro de 2022, março de 2024 e setembro do mesmo ano - nas quais solicitava a adoção de um acordo administrativo que permitisse o uso dos três idiomas co-oficiais no Parlamento Europeu, como já acontece em outras instituições da UE.

Em outubro de 2024, o político maltês encomendou uma avaliação do impacto do reconhecimento das três línguas co-oficiais como línguas de uso em suas sessões plenárias ao grupo de trabalho da Mesa sobre a língua e os serviços linguísticos dos cidadãos, composto por cinco vice-presidentes do Parlamento Europeu, incluindo os eurodeputados espanhóis Esteban González Pons (PP) e Javi López (PSC).

Em uma entrevista concedida em setembro passado a vários meios de comunicação, incluindo a Europa Press, Metsola disse que não tinha medo de abordar essa questão, embora reconhecesse que "não é fácil" e que faria progressos à medida que tivesse os elementos para isso, ou seja, o relatório a ser elaborado pelo grupo de trabalho.

UM ANO DO GRUPO DE TRABALHO

A reunião ocorre quase um ano depois que o grupo de trabalho se reuniu pela primeira vez para examinar a solicitação do governo em nome da Metsola.

O grupo, que discutiu o assunto várias vezes desde então, sem nenhum progresso, havia planejado se reunir novamente na véspera da visita de Albares a Bruxelas, mas acabou sendo cancelada por motivos de agenda. Fontes consultadas pela Europa Press indicam que o grupo se reunirá novamente em dezembro, embora a data não tenha sido anunciada.

A solicitação de que o governo envie uma carta a Metsola para permitir que os eurodeputados falem em catalão, galego e basco é um processo separado do status oficial dos idiomas na UE - que a Espanha também está solicitando, mas requer a unanimidade da UE-27 - e é de competência exclusiva do Parlamento Europeu.

O fato de o status oficial ser discutido periodicamente no Conselho diminuiu o ritmo do debate no grupo de trabalho da Mesa do Parlamento, que não incluiu a questão em sua agenda na reunião de junho.

GIBRALTAR E OUTRAS QUESTÕES

Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores indicou que Albares também conversou com Metsola sobre o acordo sobre Gibraltar firmado entre a UE e o Reino Unido em junho passado, que está atualmente em fase de redação e que deve ser posteriormente endossado pelos parlamentos europeu e britânico.

Eles também discutiram o Quadro Financeiro Plurianual, o acordo com o Mercosul e a cúpula UE-CELAC a ser realizada neste fim de semana na Colômbia.

"O Parlamento Europeu é uma instituição indispensável da democracia europeia", disse Albares após a reunião em uma mensagem na rede social X, na qual explicou que havia se reunido com Metsola "para abordar as principais questões da legislatura e unir forças para continuar fortalecendo o projeto europeu".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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