Publicado 10/05/2026 09:08

Albares reitera que a prisão de Saif Abukeshek foi uma "detenção ilegal" por parte de Israel em águas internacionais

O ministro dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, durante o evento “A Europa com que sonhamos, a Europa que defendemos”, na sede do PSOE-M, em 8 de maio de 2026, em Madri (Espanha). O evento faz parte das
Mateo Lanzuela - Europa Press

MADRID 10 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação da Espanha, José Manuel Albares, reiterou que a prisão do ativista espanhol de origem palestina Saif Abukeshek ocorreu em “águas internacionais” e insistiu que se tratou de uma “detenção ilegal”.

“Agora Saif Abukeshek está livre e poderá relatar tudo o que aconteceu. De qualquer forma, deixei isso claro desde o início: detenção ilegal em águas internacionais, onde nenhuma autoridade israelense tem jurisdição”, afirmou Albares neste domingo em declarações à imprensa na sede do Ministério.

Albares confirmou que Saif Abukeshek “já está voando livre para a Espanha”, detido desde que Israel abordou, na semana passada, a Flotilha Global Sumud com ajuda humanitária destinada à Faixa de Gaza, da qual ele fazia parte.

O ministro explicou que o Governo realizou diligências diplomáticas “em todos os níveis”, incluindo contatos com Israel, o Brasil e a União Europeia, e evitou pronunciar-se sobre o estado de saúde ou as condições de detenção do cidadão espanhol, invocando o seu direito à privacidade, embora tenha assinalado que, segundo as primeiras informações, ele se encontra “bem, dadas as circunstâncias”.

“A priori, considerando as terríveis circunstâncias em que teve de viver nestes dias, ele estava bem, insisto, dentro das circunstâncias, mas terá de ser um exame médico e o próprio que dê conta de sua situação”, detalhou.

Segundo a Flotilha, Abukeshek e o ativista brasileiro Thiago Ávila, que também foi libertado, sofreram “abusos e torturas” em Israel durante os dias de detenção e entraram em greve de fome e, no caso do espanhol, também de sede.

Além disso, Albares agradeceu o trabalho do pessoal diplomático espanhol tanto em Tel Aviv quanto em Atenas, bem como da Direção-Geral de Assuntos Consulares, ressaltando que todos eles estiveram “plenamente mobilizados” para conseguir a libertação do cidadão espanhol “o mais rápido possível”.

O ministro também destacou que o cônsul em Tel Aviv solicitou encontrá-lo diariamente e conseguiu mantê-lo “na maioria dos dias”, dentro das limitações impostas durante sua detenção.

Abukesek foi deportado pelas autoridades israelenses em um voo com escala em Atenas e, após passar por Madri, seguirá sua viagem até o Aeroporto de Barcelona, onde sua chegada está prevista para as 16h30.

"ATÉ QUE A PALESTINA SEJA LIVRE"

Ao chegar a Atenas, capital da Grécia, o ativista fez um apelo para que as mobilizações continuem "até que a Palestina seja livre". "Este é apenas um passo no caminho. Nossos companheiros continuam navegando”, afirmou ele em um vídeo divulgado pela Global Sumud Flotilla nas redes sociais.

Abukeshek lamentou ter deixado para trás “milhares de prisioneiros palestinos”, entre eles crianças, e ressaltou que os relatos de torturas e violações diárias obrigam a manter a mobilização. “Tenho certeza de que o tratamento que estou enfrentando não se compara ao sofrimento que eles estão passando. Não podemos esquecer os prisioneiros palestinos”, enfatizou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado