Publicado 15/02/2026 13:54

Albares recebe este lunes ao ministro das Relações Exteriores cubano num momento em que a ilha busca ajuda diante da crise.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, dá uma coletiva de imprensa após se reunir com seu homólogo grego, Georgios Gerapetritis, em 3 de fevereiro de 2026, em Madri (Espanha).
A. Pérez Meca - Europa Press

MADRID 15 fev. (EUROPA PRESS) - O ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, reunir-se-á esta segunda-feira à tarde em Madrid com o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, segundo informaram este domingo fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O encontro, o terceiro entre os dois após os realizados em novembro de 2021 por ocasião da Cúpula Ibero-Americana na República Dominicana e em setembro passado à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York, foi solicitado pelo ministro cubano, segundo as fontes. Rodríguez visitou a Espanha pela última vez em abril de 2017.

A reunião “estará centrada na situação em Cuba e na próxima Cúpula Ibero-Americana, que acontecerá nos dias 4 e 5 de novembro na capital da Espanha, que detém a Secretaria Pro Témpore”, precisaram as fontes. Cuba está imersa em sua pior crise desde o chamado “Período Especial”, após a queda da União Soviética. Os problemas econômicos que a ilha vem enfrentando há anos — em particular devido à pandemia — foram agravados pela intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e pela decisão do governo de Donald Trump de impedir a chegada de combustível à ilha, ameaçando impor tarifas aos países que descumprirem essa advertência.

A falta de combustível, devido à impossibilidade de Cuba cobrir suas necessidades sem o petróleo venezuelano — seu principal fornecedor —, provocou a suspensão de voos e o fechamento de hotéis, com o consequente colapso do já debilitado turismo, uma das principais fontes de renda do país. Além disso, também está tendo um forte impacto no fornecimento de serviços básicos. O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos alertou na sexta-feira que isso está afetando as unidades de terapia intensiva, bem como a produção, distribuição e armazenamento de vacinas, transfusão de sangue e medicamentos sensíveis à temperatura.

Da mesma forma, denunciou que “mais de 80% dos equipamentos de bombeamento de água dependem de eletricidade”, com o consequente impacto no acesso “à água potável segura, ao saneamento e à higiene” para a população. O governo espanhol ainda não se pronunciou sobre a situação em Cuba, cujas autoridades estão tentando obter ajuda e apoio para enfrentar a crise. Por enquanto, apenas o México enviou dois navios com ajuda humanitária, mas o petróleo continua sem chegar. Em Cuba, segundo dados do INE, havia em 2025 mais de 175.000 espanhóis, dos quais a grande maioria são pessoas que obtiveram a nacionalidade em virtude da Lei da Memória Histórica e da posterior Lei da Memória Democrática.

Além disso, há uma forte presença de empresas espanholas no setor turístico, principalmente hoteleiras como Meliá, Iberostar ou Barceló, mas também há investimentos em setores como a indústria do tabaco.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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