Marta Fernández - Europa Press
BARCELONA, 30 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, afirmou nesta segunda-feira que prevê um cenário de "quase guerra perpétua" no Oriente Médio e sinalizou que não vê sinais de que isso vá diminuir, além de ter destacado que a situação no Líbano começa a lembrar a de Gaza.
“Esta é uma situação gravíssima do ponto de vista militar, devido à intensidade dos bombardeios e das trocas de mísseis e drones, e porque a primeira potência militar do mundo está diretamente envolvida”, disse ele em entrevista à Rac1 divulgada pela Europa Press.
Questionado se acredita que as consequências na Espanha terão um impacto menor, ele expressou que a destruição de importantes infraestruturas energéticas “não é uma consequência de curto prazo” e sinalizou que, se o Estreito de Ormuz continuar fechado, o preço dos combustíveis — e dos fertilizantes — aumentará.
Ele considera que a situação no Líbano é “já uma verdadeira tragédia humanitária”, com praticamente mais de um milhão de deslocados nas costas de Chipre e da Grécia.
Ele demonstrou preocupação porque os conflitos no Irã e na Ucrânia “começam a ter conexões”, e argumentou isso com o uso de armamento iraniano na Ucrânia e o levantamento das sanções ao petróleo russo por parte dos EUA.
RELAÇÕES COM OS EUA
Questionado se a Espanha pode sofrer consequências por não permitir o uso de suas bases americanas para o conflito, ele negou e garantiu que nada indica que a Espanha possa receber “qualquer tipo de repreensão ou sanção”.
Ele classificou a relação com os EUA como “fluida” e muito intensa, observou que a ruptura das relações nem sequer é considerada como hipótese e explicou que a última vez que conversou com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, foi há aproximadamente um mês e meio e que a conversa versou sobre a Venezuela e, em menor medida, sobre a Ucrânia e Gaza.
FEIJÓO
Questionado sobre a declaração do líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, que neste domingo, em entrevista ao 'La Vanguardia', afirmou que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, está utilizando a figura do líder do Junts e ex-presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, para atrasar a decisão do Tribunal Constitucional e tentar encerrar a legislatura, ele assinalou que "isso está entre a estupidez e a calúnia".
Sobre a Lei de Anistia, explicou que o Governo aguarda a decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), que espera que seja divulgada "muito em breve".
Quanto ao reconhecimento oficial do catalão na Europa, ele afirmou que todos os países da UE comunicaram à Espanha que não será um tema a ser vetado e declarou que “não tenho a menor dúvida de que o PP desempenhou um papel muito, muito importante” para que o Governo mantenha um diálogo bilateral com a Alemanha sobre a questão.
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