Publicado 11/05/2026 07:03

Albares pressiona os 27 para que se vote a suspensão parcial do Acordo de Associação com Israel

O ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, presta declarações à imprensa sobre a libertação do ativista espanhol de origem palestina Saif Abukeshek, em 10 de maio de 2026, em Madri (Espanha). Albares afirmo
Ricardo Rubio - Europa Press

BRUXELAS 11 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, pediu nesta segunda-feira aos seus homólogos europeus que se proceda “já” à votação da suspensão parcial do Acordo de Associação com Israel — que não requer unanimidade — para “verificar” quais países estão de acordo e quais não estão.

Em declarações à imprensa antes de participar do Conselho de Relações Exteriores (CAE) que ocorre em Bruxelas, o chefe da diplomacia espanhola voltou a pedir a suspensão total do Acordo de Associação com Israel e, diante da falta de voto unânime de todos os Estados-membros para tal, exigiu pelo menos uma votação sobre a suspensão parcial, que requer apenas maioria qualificada.

“Há muito tempo que falamos sobre as medidas da Comissão e as propostas que ela colocou sobre a mesa. Peço já que, para a parte em que basta maioria qualificada, a parte comercial, passemos à votação e deixemos de dizer que não há maioria qualificada para isso”, afirmou o ministro.

Albares destacou a necessidade de se verificar “quantos (países) estão de acordo e quantos não estão”, alegando que “não basta simplesmente” “não levar decisões à mesa” ou “simplesmente dizer de forma vaga” que não há maioria para suspender o Acordo de Associação com Israel.

“A melhor forma de verificar isso é poder votar”, prosseguiu o ministro em sua explicação, ressaltando que a credibilidade da União Europeia “está em jogo” com essa questão, pois o atual contexto internacional é “a maior crise mundial deste século”.

OUTRAS MEDIDAS POSSÍVEIS

O ministro lamentou que as relações entre a União Europeia e Israel continuem “como se nada estivesse acontecendo” e lembrou que há uma série de medidas que “nem mesmo exigem” a suspensão do Acordo de Associação, pois são um “mero cumprimento” dos pareceres consultivos da Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Ele citou como exemplo que o bloco comunitário poderia proibir, “como fez a Espanha”, o comércio de produtos provenientes dos territórios ocupados na Cisjordânia, bem como a imposição de sanções aos “colonos violentos” ou contra “a expansão ilegal dos assentamentos”.

As declarações de Albares ocorrem depois que, na última reunião de ministros das Relações Exteriores da UE, em abril, não se chegou a um acordo para a suspensão parcial ou total do Acordo de Associação com Israel, uma medida que havia sido reivindicada pela Espanha, juntamente com a Irlanda e a Eslovênia, e que foi rejeitada por outros países, como a Alemanha ou a Itália.

No entanto, é previsível que os Vinte e Sete alcancem, nesta segunda-feira, unanimidade para um acordo político pelo qual imponham sanções aos colonos israelenses pela violência exercida a partir de seus assentamentos na Cisjordânia, dado que a mudança de governo na Hungria, agora liderado pelo primeiro-ministro Peter Magyar, possa levar à retirada do veto que seu antecessor, Viktor Orbán, mantinha à aprovação dessas medidas restritivas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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