Publicado 02/09/2026 04:58

Albares pede à UE “a mesma solidariedade” com Ceuta que com as demais fronteiras europeias

O ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, presta declarações à imprensa antes da reunião dos ministros das Relações Exteriores europeus, que ocorre nesta quarta-feira na Irlanda
CONSEJO DE LA UE

Pede que Ceuta e Melilla sejam levadas em consideração no orçamento da UE e critica os governos europeus por amplificarem a desinformação

BRUXELAS, 2 set. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, exigiu que a UE demonstre, em relação a Ceuta e Melilla, “a mesma solidariedade” que a Espanha ofereceu diante de outras crises ocorridas em outras fronteiras europeias, ao mesmo tempo em que lamentou que “alguns” governos europeus tenham contribuído para “ampliar a desinformação” em torno da crise migratória.

“As fronteiras terrestres do sul da União Europeia são tão importantes quanto as fronteiras do leste ou do norte”, defendeu Albares ao chegar à reunião informal de ministros das Relações Exteriores da UE, realizada nesta quarta-feira na Irlanda, que também coincide com a comemoração do Dia de Ceuta.

O chefe da diplomacia espanhola destacou que a Espanha demonstrou solidariedade com outros parceiros europeus diante de diversas crises, lembrando o uso da migração pela Bielorrússia em 2021, a invasão russa da Ucrânia em 2022, a pressão migratória sofrida pela Itália em Lampedusa em 2023 ou, mais recentemente, as tensões em torno da Groenlândia.

Ele sustentou que a Espanha é um parceiro europeu que oferece “não apenas seu apoio político e solidariedade política” a cada Estado-membro da UE, “mas também com ações concretas, com tropas, com recursos financeiros, acolhendo refugiados da Ucrânia ‘desde o início da guerra’”, e voltando a fazê-lo nesta terça-feira com a Alemanha, após atribuir à Rússia o ataque fracassado do mês passado no aeroporto de Leipzig.

“É isso que a Espanha espera de seus parceiros europeus quando se trata das fronteiras terrestres do sul”, destacou Albares, que pediu não apenas “solidariedade política”, mas também “solidariedade financeira” no âmbito das negociações do próximo orçamento plurianual da UE.

Nesse sentido, ele ressaltou que Ceuta e Melilla constituem a única fronteira terrestre da União Europeia com a África e defendeu que essa circunstância deve ser levada em conta pelos Vinte e Sete na hora de distribuir recursos e responder às pressões que as fronteiras externas do bloco enfrentam.

LAMENTA A DESINFORMAÇÃO “AMPLIFICADA” POR PAÍSES EUROPEUS

Albares também alertou para as “ameaças híbridas” e a “desinformação” que os países europeus enfrentam e lamentou que “algum governo da UE” — sem especificar exatamente a qual se refere — tenha contribuído para “amplificar informações falsas” em relação à crise de Ceuta.

“Não podemos permitir que a desinformação penetre em nossas sociedades impulsionada por governos da UE”, afirmou, insistindo que há atores fora do bloco que buscam “dividir” os europeus para enfraquecê-los. “Sem solidariedade, não haverá União Europeia”, reforçou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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