Publicado 19/09/2025 05:41

Albares pede aos parceiros que aprovem as sanções propostas por Bruxelas: "Elas não são contra a existência de Israel".

O Ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, em sua chegada a uma sessão de controle do governo no Senado, em 9 de setembro de 2025, em Madri (Espanha). O governo enfrenta perguntas da oposição sobre o
A. Pérez Meca - Europa Press

MADRID 19 set. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, insistiu nesta sexta-feira na necessidade de que a UE-27 dê luz verde ao pacote de sanções proposto por Bruxelas em relação a Israel, argumentando que não são contra a existência do Estado judeu, mas contra a guerra.

Ele fez isso em declarações à imprensa no Egito, onde está acompanhando o rei e a rainha em sua visita de Estado, depois que o chanceler alemão, Friederich Merz, disse no dia anterior que a Alemanha ainda não decidiu se vai endossar a suspensão parcial do Acordo de Associação com Israel.

"O esforço diplomático que estamos fazendo é para garantir que o pacote mínimo de sanções contra Israel, que a Comissão colocou na mesa, seja aprovado por todos os estados membros", disse o ministro.

Em sua opinião, "ninguém discorda do que está acontecendo em Gaza", independentemente de ser classificado como genocídio ou não, "e, portanto, se ninguém discorda, não vejo por que não podemos avançar nesse processo de tomada de decisão".

Nesse sentido, ele tentou "fazer com que todos aqueles que estão reticentes entendam que, é claro, essas medidas não são contra a existência do Estado de Israel, não são contra o povo de Israel". "Elas são contra a guerra, contra a matança de palestinos e a favor da paz, e esse é um objetivo que qualquer Estado membro da União Europeia deve considerar legítimo", disse ele.

"Se concordarmos com o que está acontecendo, se concordarmos com a inaceitabilidade do que está acontecendo, temos que concordar com a resposta", disse ele, entre outras coisas porque "é a mera aplicação dos próprios regulamentos da União Europeia".

É HORA DE "TOMAR DECISÕES CONCRETAS".

Albares argumentou que agora é o momento de a UE-27 "tomar decisões concretas e enviar uma mensagem clara a Israel". Ele insistiu mais uma vez que os israelenses "não podem esperar que a UE e os membros da UE tenham um relacionamento normal com Israel como se nada estivesse acontecendo" em Gaza.

A mensagem, acrescentou o ministro, é dirigida "à sociedade israelense para que ela entenda que o relacionamento entre o governo israelense e os governos europeus só pode ser baseado no respeito aos direitos humanos, em favor da paz e no respeito à lei internacional".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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