Publicado 09/07/2026 05:49

Albares opta por não “comentar os comentários” de Trump após a reviravolta dele e reafirma que o relacionamento está em boa fase

O ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, durante o curso “Direitos Humanos e a Constituição de 1978. A constituição mais duradoura da nossa história diante dos desafios internacionais contemporâneos”, no
Mateo Lanzuela - Europa Press

MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, optou por não “comentar comentários” depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou a Espanha na véspera, denunciando que o país é uma “causa perdida” e ameaçando interromper o comércio, para, horas depois, afirmar que havia se “redimido completamente”.

“Não vamos ficar sempre comentando comentários”, disse o ministro em declarações à ‘Telecinco’, divulgadas pela Europa Press, defendendo que, ao se tratar de política externa, é preciso sempre considerar “a realidade objetiva”.

“E a realidade objetiva”, disse ele, é que a Espanha e os Estados Unidos mantêm uma relação “mutuamente benéfica” no plano comercial — onde há um superávit favorável aos norte-americanos —, mas também nos planos cultural e educacional. Além disso, ele ressaltou, “somos um aliado extremamente importante” no seio da OTAN.

Quanto à mudança nas declarações de Trump, Albares argumentou que somente ele pode explicar os motivos. “Seu estilo político, que é conhecido, consiste em comentar sobre diferentes países, em diferentes momentos”, destacou.

“Ele falou da Espanha, mas falou de muitos outros países. Ele chegou a se referir à soberania e à integridade territorial de um parceiro da União Europeia e de um aliado da OTAN”, destacou, em referência à Dinamarca e à nova reivindicação de Trump de assumir o controle da Groenlândia.

Por outro lado, quanto ao fato de o secretário-geral da Aliança, Mark Rutte, não ter intercedido em favor da Espanha quando Trump atacou o país na presença dele, Albares lembrou que o presidente norte-americano também se mostrou crítico em relação a outros países, como Itália, França ou Alemanha.

“Não vi o secretário-geral da OTAN emitir qualquer opinião em nenhum desses casos”, replicou ele, minimizando assim a importância do fato de ele não ter defendido a Espanha e valorizando que ele teve uma “atitude homogênea” em relação a todos os aliados ofendidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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