Publicado 15/01/2026 07:19

Albares não acredita que uma intervenção dos EUA no Irã traga “estabilidade” e rejeita a pena de morte contra manifestantes

Archivo - Arquivo - O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e União Europeia, José Manuel Albares, intervém durante uma sessão de controlo do Governo, no Congresso dos Deputados, a 10 de dezembro de 2025, em Madrid (Espanha). O Governo enfrenta u
Alejandro Martínez Vélez - Europa Press - Arquivo

O Governo recomenda aos espanhóis no país que saiam temporariamente e descarta a evacuação do pessoal da Embaixada MADRID 15 jan. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, defendeu novamente nesta quinta-feira que uma intervenção militar dos Estados Unidos no Irã não é a solução nem trará estabilidade ao país, imerso em protestos massivos contra o regime dos aiatolás, ao mesmo tempo em que rejeitou a aplicação da pena de morte contra os detidos durante os protestos.

“Acredito que, neste momento, uma ação externa unilateral não trará estabilidade nem paz ao Irã, que é o que ele precisa agora”, afirmou em declarações à imprensa ao chegar ao Congresso dos Deputados, após ser questionado sobre a possibilidade de o governo de Donald Trump atacar o país em apoio aos manifestantes.

Albares apostou em “evitar situações de caos”. “Todos queremos que o Irã caminhe para a frente, rumo a um futuro de liberdades, rumo a um futuro democrático, mas também que o faça em paz e que, acima de tudo, evitemos o caos”, insistiu.

O ministro reconheceu que a situação no Irã é “muito complicada” e voltou a exigir ao governo iraniano, em linha com a mensagem transmitida na terça-feira ao seu embaixador quando foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores, que respeite a liberdade de expressão e de manifestação pacífica e que ponha fim à “repressão brutal contra os manifestantes”.

Nesse sentido, salientou que “a pena de morte não pode, em nenhum contexto, ser aplicada a nenhum dos manifestantes que foram detidos de forma arbitrária”, depois de o regime dos aiatolás ter ameaçado executar os detidos, a quem acusa de serem terroristas. ESPANHÓIS NO IRÃ

Quanto à situação dos espanhóis no país, indicou que existem cerca de 140, muitos dos quais com dupla nacionalidade, e esclareceu que, por enquanto, não há planos para proceder a uma operação de evacuação, tendo em conta que ainda existem meios comerciais para poder abandonar o Irã.

No entanto, recomendou que abandonem o país, “mesmo que seja apenas temporariamente”, e também pediu aos espanhóis que se encontram no Irã e que ainda não entraram em contato com a Embaixada que o façam ou que entrem em contato com os serviços de emergência consular do ministério. “A Embaixada da Espanha em Teerã, com seu embaixador à frente, continua plenamente operacional neste momento a serviço dos espanhóis”, precisou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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