Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
BARCELONA 30 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, confirmou hoje que a proposta de conceder a nacionalidade espanhola por via expressa ao opositor venezuelano Leopoldo López será apresentada amanhã ao Conselho, justificando-a pela impossibilidade de este possuir documentação.
Foi o que explicou durante uma entrevista no programa “El món”, da RAC1, divulgada pela Europa Press, na qual confirmou o pedido de Leopoldo López e a decisão de levá-lo amanhã ao Conselho de Ministros, embora não tenha querido precisar se será aprovado: “Vamos aguardar a deliberação do Conselho de Ministros para a decisão final”.
No entanto, Albares explicou que se recorreu a essa via para conceder-lhe a cidadania, uma vez que, devido à “situação tão especial” em que se encontra o opositor venezuelano, “era impossível apresentar” os documentos necessários. Em referência, embora sem citá-lo, ao fato de ele não possuir passaporte e de ter sido aberto um processo na Venezuela para retirar-lhe a nacionalidade.
“Portanto, decidimos utilizar essa norma que consta do Código Civil espanhol e que pode ser aplicada com total normalidade”, ressaltou o ministro das Relações Exteriores, que também aproveitou para lembrar que o governo permitiu que Leopoldo López permanecesse por um ano e meio “refugiado e protegido” na embaixada espanhola.
Além disso, ele observou que há 200 mil venezuelanos que chegaram à Espanha com um “estatuto único” para lhes dar proteção e que também Edmundo González está “hoje livre em Madri e não preso em Caracas graças a este Governo”, apesar das “calúnias sobre pressões” que foram veiculadas naquele momento.
O ministro relembrou esses casos diante da “desinformação” e das “ofensas” que, por vezes, são dirigidas ao Governo da Espanha em relação à Venezuela.
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