Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 3 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, voltou a insistir nesta segunda-feira que é "prematuro" falar sobre o possível envio de tropas espanholas para garantir a paz na Ucrânia, quando a paz ainda não chegou e quando ainda não está claro se é uma questão de "um parêntese entre duas guerras".
"Acho que é prematuro falar sobre forças de manutenção da paz quando ainda não há paz e quando ainda não sabemos se o que alguns chamam de paz não é nada mais do que um mero cessar-fogo que vai se tornar crônico ou, pior ainda, é simplesmente um parêntese entre duas guerras", disse ele em uma entrevista no 'Telecinco', relatada pela Europa Press.
Nesse sentido, ele argumentou que a primeira coisa a fazer é "verificar" se todos entendem a mesma coisa por paz e que não se trata de uma questão de o agressor poder "fazer uma pausa para recuperar forças e voltar a atacar a Ucrânia ou outro país".
Além disso, acrescentou, devem ser estabelecidas garantias de paz que levem a uma "paz justa e duradoura", da qual participariam ucranianos e europeus.
Em suma, Albares argumentou que "a Espanha nunca deu as costas a nenhuma verdadeira missão de paz", lembrando os mais de 3.000 soldados enviados no âmbito da OTAN no flanco oriental ou o contingente de mais de 600 soldados que participam da Força Interina da ONU no Líbano (UNIFIL).
"Portanto, não se trata de um problema de compromisso da Espanha com a paz", afirmou, mas sim de "o momento em que nos encontramos", no qual "ainda não há paz, no qual se fala dela, como a Espanha deseja, e no qual todos os esforços, que são esforços políticos e diplomáticos neste momento, devem ser concentrados para ter certeza de que alcançaremos essa paz justa e duradoura".
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