Publicado 01/03/2026 17:00

Albares insiste na “desescalada” após a “ação unilateral” dos EUA e os “ataques injustificados” do Irã

O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, durante a entrega dos despachos de secretário de embaixada à 77ª turma da carreira diplomática, na Escola Diplomática, em 26 de fevereiro de 2026, em Madri (Espanha). Esses novos funcionários
Alberto Ortega - Europa Press

MADRID 1 mar. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, voltou a exigir a “desescalada” e o “diálogo” no Oriente Médio após a ação unilateral dos EUA e de Israel e os “ataques injustificados” do Irã a outros países da região.

Albares participou neste domingo à tarde de uma reunião extraordinária do Conselho de Relações Exteriores da União Europeia, na qual os ministros europeus abordaram a situação de instabilidade no Oriente Médio e o papel da Europa.

Na reunião, o ministro espanhol transmitiu aos seus homólogos a necessidade de fazer um “apelo à desaceleração, ao retorno ao diálogo, à distensão, à diplomacia e à negociação”. “Através da violência não vamos conseguir nem estabilidade, nem democracia, nem paz”, explicou em um videocomunicado enviado à mídia.

Albares também transmitiu que “a ação unilateral dos Estados Unidos e de Israel” sobre o Irã “não se enquadra na Carta das Nações Unidas e no Direito Internacional”, princípios que ele apontou como “absolutamente fundamentais”. “Estamos diante de uma ação militar que representa uma escalada muito importante, com consequências impossíveis de prever neste momento”, enfatizou.

Por outro lado, condenou a “repressão brutal e desumana do regime iraniano contra a sua população”, bem como os “ataques injustificados” com mísseis e drones a outros países da região. “Isto também tem de cessar imediatamente”, afirmou.

Para Albares, o papel e a “voz” da UE devem centrar-se em “proteger a liberdade, as aspirações democráticas e os direitos fundamentais mais básicos da população iraniana, especialmente das mulheres”.

“Em suma, a voz da União Europeia neste momento deve ser uma voz que equilibre, que traga razão, que fale de distensão, que fale de desaceleração e que fale de diplomacia e negociação”, acrescentou. Além disso, solicitou uma “coordenação a nível europeu” para proteger os cidadãos espanhóis e europeus que se encontram na região neste momento.

Em entrevista ao canal 24 Horas da RTVE neste domingo, Albares confirmou que não há vítimas espanholas no ataque dos EUA e de Israel ao Irã e na resposta posterior deste país, e estimou em 30.000 o número de espanhóis que se encontram no Oriente Médio.

Em relação a uma possível evacuação dos espanhóis que se encontram na zona, o ministro explicou que “todas as embaixadas têm planos de evacuação”, mas que estes são diferentes dependendo da situação dos diferentes territórios.

Por sua vez, as embaixadas espanholas nos países da região têm feito recomendações e informado através das redes sociais, aconselhando principalmente a manter a precaução e não se aproximar de locais que possam ser alvo de ataques.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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