Publicado 27/05/2025 09:47

Albares garante que 20 países não rejeitam o status oficial do catalão e não vê motivos legais que justifiquem um veto.

O Ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, durante uma coletiva de imprensa após uma reunião com o Ministro Federal das Relações Exteriores da Alemanha, no Palácio de Viana, em 26 de maio de 2025, em Madri (Espan
Gustavo Valiente - Europa Press

MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, assegurou que 20 países são favoráveis ou não vêem impedimento para que o catalão, o basco e o galego se tornem idiomas oficiais da UE, e quanto aos sete restantes, ele disse que conversará com eles para tentar resolver quaisquer dúvidas que ainda possam ter.

Em declarações à 'TV3', relatadas pela Europa Press, ele explicou que no debate realizado nesta terça-feira em Bruxelas no Conselho de Assuntos Gerais havia 20 países "em posição de avançar com essa proposta", mas outros sete "ainda consideram que é necessário trabalhar mais nos aspectos financeiros e jurídicos".

O ministro enfatizou que não foi a Espanha que retirou o item para adoção, mas que a presidência polonesa, por sua vez, considerou melhor adiar a decisão depois de perceber que não havia a maioria necessária para incluir os três idiomas co-oficiais no regime linguístico da UE. "A questão ainda está sendo discutida para que a unanimidade seja alcançada", disse ele.

A esse respeito, ele disse que a partir desta tarde entraria em contato com seus colegas desses sete países, que ele não quis nomear, para dissipar quaisquer dúvidas que eles possam ter, como foi feito nos últimos meses com os outros parceiros.

Albares lembrou que o governo já havia enviado uma carta na qual se comprometia a cobrir o custo da inclusão dos três idiomas no regime linguístico e que a Comissão Europeia havia elaborado um relatório no qual falava em 132 milhões de euros por ano. Deve-se lembrar que esse relatório não é uma estimativa final, mas baseia-se no caso do gaélico, o último idioma a ser incluído.

Com relação aos aspectos jurídicos, o ministro disse que o governo já havia apresentado um "relatório muito sólido" sobre a "compatibilidade total da proposta espanhola com os tratados", razão pela qual ele considerou o parecer dos serviços jurídicos do Conselho como "apenas mais um parecer".

Por fim, ele enfatizou, "os tratados estabelecem claramente que o Conselho decide por unanimidade sobre os idiomas.

"O governo espanhol não vai desistir e tenho certeza de que isso já é irreversível", observou ele, já que não se trata de um pedido "extravagante", pois outros Estados membros, como Malta e Irlanda, também têm mais de um idioma reconhecido como oficial na UE.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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