Publicado 11/08/2025 06:01

Albares enfatiza que o governo "nunca" reconhecerá a ocupação israelense da Cidade de Gaza

Archivo - Arquivo - O Ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, discursando na cerimônia de comemoração do primeiro aniversário do reconhecimento do Estado da Palestina, na Casa Árabe, em 28 de maio de 2025, em Ma
Diego Radamés - Europa Press - Arquivo

MADRID 11 ago. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, enfatizou nesta segunda-feira que o governo espanhol "nunca" reconhecerá a ocupação israelense da cidade de Gaza, pois considera que "isso só trará mais morte e sofrimento".

Em uma entrevista à 'TVE', relatada pela Europa Press, o ministro falou sobre a decisão de Israel de ocupar a cidade de Gaza e enfatizou que o governo espanhol "nunca reconhecerá" essa ocupação. "Essa escalada na ocupação militar de Gaza por Israel só vai trazer mais mortes e mais sofrimento", enfatizou.

Albares considera que o que o Oriente Médio precisa no momento é "romper o bloqueio" ao qual Israel está submetendo Gaza, uma "fome induzida", nas palavras do ministro, e, portanto, ele pediu a "libertação imediata" de todos os reféns e que a solução de dois Estados com um Estado palestino "realista e viável" seja "implementada".

"Gaza faz parte do Estado da Palestina. Gaza deve permanecer sob o controle de uma única autoridade nacional palestina, assim como a Cisjordânia, conectada por um corredor que lhes dê continuidade territorial com um porto e uma saída para o mar em Gaza e com sua capital em Jerusalém Oriental", explicou.

Albares também reprovou Israel por "não respeitar" suas obrigações em relação aos territórios ocupados, o que ele considera "um erro" e, portanto, "condena-o nos termos mais fortes".

ISRAEL NÃO PRECISA DE MAIS ARMAS

Perguntado se a Espanha está considerando sanções contra Israel, Albares respondeu que "totalmente" e que "já existem sanções". Ele afirmou a necessidade de avançar para a "suspensão imediata" do acordo de associação entre Israel e a União Europeia, tanto a parte econômica quanto o programa Horizont.

Em sua opinião, "ninguém em sã consciência" pode pensar que "os europeus e Israel podem ter um relacionamento normal como se nada estivesse acontecendo" e, portanto, ele considera que "o restante dos países da UE" também deve aplicar o embargo de armas a Israel, como fez a Espanha.

"Essas medidas nada mais são do que o estrito cumprimento da própria legislação europeia", disse ele, criticando ainda a "flagrante violação" dos direitos humanos por parte de Israel em Gaza.

"Nossa própria legislação europeia nos diz que não devemos vender armas a terceiros em guerra, o que é senso comum, não vamos colocar mais lenha na fogueira, Israel e o Oriente Médio não precisam de mais armas, o que eles precisam é de paz, assim como o povo palestino", concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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