Publicado 22/05/2026 05:16

Albares descarta a possibilidade de a Espanha ser expulsa da OTAN e não teme uma retirada das tropas dos EUA

O ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, e o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita fazem uma declaração conjunta à imprensa após seu encontro, em 13 de maio de 2026, em Madri (
Fernando Sánchez - Europa Press

HELSINGBORG (SUÉCIA), 22 (por Iván Zambrano, correspondente especial da EUROPA PRESS)

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, descartou a possibilidade de a Espanha ser expulsa da OTAN e afirmou não temer que os Estados Unidos anunciem uma retirada de tropas do nosso país, como fizeram com a retirada de 5.000 soldados da Alemanha após as críticas de sua chanceler à guerra no Irã.

Foi assim que ele respondeu em declarações à imprensa nesta sexta-feira, antes da reunião dos ministros das Relações Exteriores da Aliança Atlântica, que ocorre na cidade sueca de Helsingborg, ao ser questionado sobre a ameaça do Pentágono de que países como a Espanha fossem expulsos da organização por seu baixo comprometimento com a OTAN.

“Vamos falar sério”, respondeu entre risos o chefe da diplomacia espanhola, pouco depois de afirmar que não tem “nenhum” receio de que Washington faça com a Espanha o que já anunciou que fará na Alemanha: retirar até 5.000 soldados para transferi-los para outro ponto do mundo. “Não há nenhum indício nesse sentido”, concluiu sobre o assunto.

Questionado sobre as críticas feitas nesta quinta-feira por seu homólogo americano, Marco Rubio, por não permitir o uso das bases de Morón e Rota para a ofensiva lançada em fevereiro contra o Irã, Albares defendeu que “a Espanha é um aliado comprometido com a OTAN”, que acredita na segurança euro-atlântica e que “continuará comprometida com ela”.

Ele também descartou a possibilidade de conversar com o secretário de Estado dos Estados Unidos sobre o compromisso de destinar 5% do PIB a gastos com defesa, conforme acordado pelos aliados na última cúpula de Haia, e uns limites máximos que a Espanha se recusou a cumprir repetidamente, em meio às críticas da Casa Branca e, mais especialmente, de seu ocupante, Donald Trump.

Assim sendo, ele afirmou que “a Espanha é um país que cumpre seus compromissos” e que “tem palavra”, pelo que “quando diz que vai fazer algo, faz”, aludindo assim à vontade da Espanha de cumprir os objetivos de capacidades de defesa que a organização lhe solicitar, mas sem chegar a destinar 5% de seu PIB para isso.

“Neste momento, temos um gasto com defesa de 2,1%, o que supera o de alguns aliados. Estamos comprometidos em contribuir com todas as capacidades que a OTAN nos solicita. Nem todos os aliados podem dizer o mesmo. Há uma diferença entre o que se diz que vai ser feito e o que realmente se faz”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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