Publicado 15/01/2026 08:39

Albares defende uma "aliança mundial" pelo multilateralismo diante do questionamento do Direito Internacional

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e União Europeia, José Manuel Albares, à sua chegada a uma sessão plenária extraordinária, no Congresso dos Deputados, em 15 de janeiro de 2026, em Madrid (Espanha). O Plenário do Congresso reuniu-se de for
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 15 jan. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, defendeu que não é o momento de cair na “resignação” diante do questionamento e da violação do Direito Internacional, mas sim de passar à ação, defendendo a criação de uma “aliança mundial” em defesa do multilateralismo.

Assim o fez durante sua comparecimento perante o Plenário do Congresso dos Deputados para falar sobre a situação na Venezuela, mas também abordou a situação internacional de forma mais ampla, num momento em que “as regras da ordem internacional e os valores de paz, cooperação entre Estados, diálogo e segurança em que se baseia estão em risco”.

“O questionamento e as violações flagrantes do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas têm um custo devastador, em vidas humanas e esperanças frustradas, e também no questionamento de nossa própria liberdade e nossa própria democracia”, defendeu o ministro, que voltou a deixar claro que o governo considera uma violação do Direito Internacional a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, na qual Nicolás Maduro foi capturado.

Nesse sentido, o chefe da diplomacia defendeu que “não é momento para resignação, mas para ação”. Por isso, defendeu que “é o momento de lançar uma Aliança Mundial para o Multilateralismo”.

Segundo ele, seria “uma aliança em defesa da cooperação internacional e da resolução pacífica de conflitos, em defesa da paz e da segurança internacionais; de tudo o que nos permite construir sociedades pacíficas, estáveis e prósperas”. “A Espanha continuará defendendo com força o multilateralismo, a Carta das Nações Unidas, a paz e a democracia”, enfatizou.

Assim sendo, defendeu perante os deputados que é o momento de reforçar a democracia tanto na Espanha como na Europa, “por nós mesmos e pela nossa liberdade”, mas também para mostrar ao mundo que “a cooperação é mais forte do que a confrontação, que a paz não é apenas um fim nobre, é o fundamento mais sólido de todo o progresso e a razão de ser de todo o governo legítimo”.

“Nesse caminho, estou certo de que não só podemos nos encontrar, mas devemos nos encontrar pelo bem de nossos cidadãos e cidadãs”, concluiu Albares, que já antes de sua intervenção havia adiantado à imprensa que iria pedir aos grupos parlamentares seu apoio a essa aliança.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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