César Vallejo Rodríguez - Europa Press
MADRID, 6 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, defendeu o papel da Espanha na OTAN e garantiu que o país “cumpre o que promete” , já que “já está nos 2%” dos gastos com defesa e “entregou todas as capacidades solicitadas pela aliança”. “Gostaria que todos os aliados da OTAN cumprissem como a Espanha”, acrescentou Albares.
Em entrevista ao programa “La hora de La 1”, da “TVE”, divulgada pela Europa Press, o ministro das Relações Exteriores lembrou que “há quatro aliados que não atingiram os 2% e há três que não disponibilizaram todas as capacidades solicitadas pela OTAN” para uma defesa comum.
Além disso, o ministro reiterou seu apoio a uma “segurança comum europeia” e a um “exército europeu”, mas ressaltou, no entanto, que isso “não vai contra a OTAN”, mas “muito pelo contrário” e que, de fato, a Espanha trabalha pela unidade euro-atlântica.
É HORA DE A EUROPA TER UMA SEGURANÇA COMUM
“Este é o momento para a Europa dar um salto em sua soberania (...). Por isso, acredito que, como nossos amigos norte-americanos vêm nos convidando há muito tempo, é hora de a Europa ter uma segurança comum e uma dissuasão comum, independentemente da posição dos Estados Unidos”, defendeu.
Questionado sobre como a retirada das tropas americanas anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, poderia afetar a situação, o líder político defendeu o “compromisso” da Espanha com a segurança euro-atlântica e lembrou que, atualmente, o número de soldados espanhóis mobilizados está “em níveis históricos”, com mais de 2.000 no flanco leste.
Por outro lado, Albares defendeu a “vizinhança sul” e comemorou o fato de a Turquia ser o país anfitrião da cúpula da OTAN que ocorrerá nesta semana. “Existem ameaças vindas do sul que são muito mais híbridas, mas que precisam ser enfrentadas, e é por isso que parabenizo o fato de a cúpula ser realizada na Turquia”, afirmou.
CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO DE CENTROS DE RETORNO DE IMIGRANTES
Quanto à terceirização dos centros de repatriação de imigrantes, o ministro José Manuel Albares destacou que o governo se opõe à aprovação desse mecanismo pela União Europeia, pois considera que “não respeita a dignidade dos seres humanos” e, além disso, “é ineficaz”.
“O que funciona é a política migratória da Espanha. É o que afirma a Frontex, que é quem estabelece os números de entradas de migrantes irregulares”, defendeu o ministro, que destacou que todas as rotas registraram uma queda de até 60% na Espanha.
Nesse sentido, o ministro das Relações Exteriores enfatizou que esses dados demonstram que “a aposta da Espanha no diálogo político de alto nível com os países de origem e de trânsito” e a “aposta na cooperação para o desenvolvimento com os países da África Ocidental” é o que funciona.
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