Publicado 13/07/2026 06:23

Albares critica a “tática dilatória” para não vetar o comércio com os assentamentos na Cisjordânia

O ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, durante o Diálogo Ministerial OCDE – América Latina e Caribe, na Casa América, em 1º de julho de 2026, em Madri (Espanha). O encontro é realizado com o objetivo de
César Vallejo Rodríguez - Europa Press

BRUXELAS 13 jul. (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, criticou nesta segunda-feira a “tática dilatória” promovida por altos funcionários em Bruxelas para não vetar o comércio com os assentamentos ilegais israelenses na Cisjordânia, ressaltando que há quem queira debater e debater sem tomar uma decisão concreta.

Questionado em declarações à imprensa antes de participar do Conselho de Relações Exteriores (CRE) sobre a lista de três opções apresentadas pela Comissão Europeia aos Estados-membros para que decidam qual medida desejam adotar contra os assentamentos israelenses, ele respondeu que “não há espaço para opções” e que é preciso proibir o comércio porque é “ilegal” fazê-lo.

“Preocupa-me que estejamos em uma tática dilatória, que estejamos debatendo, debatendo, sem fazer algo que, na verdade, não exigiria nenhuma decisão, seria simplesmente a aplicação do Direito Internacional”, afirmou o chefe da diplomacia espanhola, que lembrou que foi a Corte Internacional de Justiça (CIJ) quem determinou, em 2024, que não era legal comercializar produtos provenientes desses assentamentos.

Na opinião de Albares, a UE precisa tomar hoje mesmo uma decisão sobre os produtos provenientes dos assentamentos ilegais, uma medida que a Espanha, como ele lembrou, já adotou há algum tempo ao proibir sua importação de forma bilateral em nível nacional.

“Existe uma lista de opções, mas acredito que não há espaço para opções”, reforçou ele, ao mesmo tempo em que situou essa exigência no contexto da “paralisia” do plano de paz para Gaza, com “violações constantes” da fase 1 do plano e com violência contra Gaza e o Líbano.

As declarações de Albares ocorrem no dia em que os 27 debatem uma lista de três opções apresentadas pela Comissão Europeia para limitar ou proibir o comércio com os assentamentos, com o objetivo de que os ministros deem um sinal político sobre qual delas recebe mais apoio.

Entre elas, destacam-se a criação de um sistema de licenças de exportação para esses bens, a imposição de tarifas punitivas ou proibitivas e, como opção mais drástica, uma proibição parcial ou total das importações de produtos provenientes dos assentamentos na Cisjordânia, segundo informações obtidas pela Europa Press.

Essas opções da Comissão têm sido alvo de críticas por parte de alguns Estados-membros, que consideram que apresentar uma lista de opções, em vez de uma proposta com um marco jurídico definitivo, atrasa a adoção final de sanções contra os assentamentos ilegais na Cisjordânia.

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