Publicado 30/03/2026 08:13

Albares convocou a encarregada de negócios de Israel para manifestar seu protesto contra a proibição da missa do Domingo de Ramos

O ministro dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, durante a coletiva de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros no Palácio da Moncloa, em 24 de março de 2026, em Madri (Espanha). O Conselho de Ministros
Marta Fernández - Europa Press

MADRID 30 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, revelou hoje que convocou a encarregada de negócios da Embaixada de Israel ao Ministério para manifestar seu protesto pelo fato de o governo de seu país não ter permitido, ontem, a celebração da missa do Domingo de Ramos em Jerusalém.

Albares fez essas declarações em uma entrevista ao programa “El Mon” da Rac1, divulgada pela Europa Press, na qual se referiu à proibição imposta pelo governo de Benjamin Netanyahu de impedir que o patriarca católico de Jerusalém, o cardeal Pierbattista Pizzaballa, tivesse acesso ao Santo Sepulcro para celebrar a tradicional missa do Domingo de Ramos.

A proibição foi executada pela polícia israelense, que impediu o acesso da máxima autoridade católica na Terra Santa, algo que não ocorria há séculos, segundo o Patriarcado.

“Hoje convocamos a encarregada de negócios de Israel, nesta manhã, no Ministério das Relações Exteriores, para transmitir nosso protesto, para indicar que isso não pode se repetir, que o culto católico deve poder ser celebrado normalmente, como sempre foi celebrado historicamente”, explicou Albares.

CRÍTICAS DE SÁNCHEZ

De fato, ontem mesmo o presidente do Governo, Pedro Sánchez, exigiu de Israel respeito pela “diversidade de credos e pelo direito internacional”. Em uma mensagem no 'X', divulgada pela Europa Press, Sánchez afirmou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia impedido os católicos de celebrar o Domingo de Ramos nos Lugares Santos de Jerusalém “sem qualquer explicação”.

Por isso, transmitiu a condenação do Governo da Espanha ao que qualificou de “ataque injustificado à liberdade religiosa”. “Exigimos que Israel respeite a diversidade de credos e o direito internacional. Porque sem tolerância é impossível conviver”, exclamou.

No entanto, o primeiro-ministro de Israel defendeu a atuação da polícia, alegando que ela havia agido “corretamente” ao impedir que o chefe da Igreja Católica de Jerusalém entrasse na Igreja do Santo Sepulcro para assistir à missa do Domingo de Ramos.

Netanyahu explicou que essas medidas de segurança reforçadas haviam sido decididas depois que o Irã “atacou com mísseis os locais sagrados”, razão pela qual Israel impediu “temporariamente os fiéis de todas as religiões de frequentarem os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém para protegê-los”.

NETANYAHU DÁ MARCHA ATRÁS

Após desencadear uma onda de críticas internacionais e voltar a colocar em evidência as acusações contra o governo israelense por restringir as atividades das demais comunidades religiosas de Jerusalém, o primeiro-ministro israelense recuou e garantiu ter “dado instruções” às autoridades competentes para que fosse concedido ao líder religioso “acesso pleno e imediato” ao referido templo.

“Hoje, por especial preocupação com sua segurança, foi solicitado ao cardeal Pizzaballa que se abstivesse de celebrar a missa na igreja do Santo Sepulcro”, afirmou, mas, em seguida, insistiu que, “assim que” soube do “incidente com o cardeal Pizzaballa”, deu “instruções às autoridades para que permitissem ao Patriarca celebrar as cerimônias conforme seu desejo”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado