Publicado 06/04/2026 05:54

Albares, convencido de que a Espanha também será pioneira em sua postura em relação a Cuba, assim como foi em relação à Palestina ou

Defende o fim do bloqueio imposto pelos EUA à ilha e que sejam os próprios cubanos a decidir seu futuro

Archivo - Arquivo - O ministro dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, dá uma entrevista coletiva após o primeiro Conselho de Ministros do ano, em 7 de janeiro de 2026, em Madri (Espanha). O primeiro Conselho de
Marta Fernández - Europa Press - Arquivo

MADRID, 6 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, mostrou-se convencido de que a postura adotada pela Espanha de rejeição ao bloqueio que os Estados Unidos mantêm sobre Cuba e de aposta em que sejam os cubanos a decidir seu futuro será a que acabará se impondo, como já aconteceu anteriormente com o reconhecimento da Palestina ou com a rejeição à guerra no Irã.

Em entrevista à 'TVE', divulgada pela Europa Press, o chefe da diplomacia reconheceu que, de todas as situações no âmbito internacional em que "está-se tentando impor a lei do mais forte", a de Cuba é particularmente "dolorosa" para a Espanha, razão pela qual já foram enviados à ilha dois pacotes com ajuda humanitária e o bloqueio foi rejeitado.

A Espanha, por si só, admitiu Albares, não pode resolver a “terrível” situação humanitária em que se encontra a ilha — agravada nas últimas semanas pela proibição da entrada de petróleo venezuelano por parte de Washington —, mas o que pode fazer, e está fazendo, é “deixar clara sua posição, falar com clareza e chamar as coisas pelos nomes e, em segundo lugar, somar-se a outros”.

“Isso leva algum tempo”, observou ele, “mas vimos isso no reconhecimento da Palestina, vimos também em Gaza, vimos na Ucrânia, estamos vendo no Irã”. “Tenho certeza de que com Cuba será igual; a Espanha acaba sendo quem lidera essas posições”, previu ele, após indicar que o governo está conversando com o México e o Brasil, que têm “uma visão e uma sensibilidade semelhantes” às da Espanha, “para tentar fazer algo em conjunto”.

Albares lembrou que foi um dos poucos ministros das Relações Exteriores a receber o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, durante sua turnê para angariar ajuda, e reiterou “a rejeição absoluta ao bloqueio”, embora sem mencionar em nenhum momento os Estados Unidos.

Assim sendo, ele ressaltou que o governo continuará enviando pacotes de ajuda pelo tempo que for necessário. “Mas, é claro, o que queremos é que essa situação de bloqueio seja quebrada e que apenas o povo de Cuba decida livremente qual deve ser o seu futuro”, precisou, rejeitando assim uma eventual intervenção norte-americana na ilha para promover uma mudança de regime.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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