Publicado 01/03/2026 09:10

Albares confirma que não há mortos nem feridos espanhóis nos bombardeamentos no Médio Oriente

Archivo - Arquivo - O ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, durante uma coletiva de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, em 9 de setembro de 2025, em Madri (Espanha). O Ministério da Saúde levou
Carlos Luján - Europa Press - Arquivo

MADRID 1 mar. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, informou neste domingo que não há vítimas espanholas no ataque dos EUA e de Israel ao Irã e na resposta posterior deste país, após uma reunião realizada por videoconferência com todos os embaixadores na região do Oriente Médio para avaliar a situação país por país.

“Neste momento, pelo que me foi transmitido, não há nenhum espanhol ferido, muito menos morto, todos estão bem dentro das circunstâncias”, indicou Albares, que estimou em 30.000 o número de espanhóis que se encontram na região do Oriente Próximo.

O ministro explicou em entrevista ao canal 24 Horas da RTVE que “as circunstâncias são muito diversas” nos diferentes países da região e analisou com os embaixadores do Irã, Israel, Líbano, Jordânia, Síria, Catar, Kuwait, Bahrein, EAU, Omã, Arábia Saudita, Iraque, Turquia, Azerbaijão e Armênia a situação atual no contexto da escalada militar após o ataque coordenado dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, ao qual o regime dos aiatolás respondeu atacando o Estado hebreu e bases americanas nos países vizinhos.

“Há alguns países que, neste momento, têm seu espaço aéreo aberto, como é o caso da Arábia Saudita, Jordânia e Omã, enquanto outros o têm fechado, como Catar, Emirados e, claro, Irã, e, portanto, as circunstâncias e situações são muito diversas”, destacou.

O ministro sublinhou que a ação dos Estados Unidos e de Israel “não tem cobertura legal”, uma vez que não é amparada por uma resolução do Conselho de Segurança e, portanto, o que pode acontecer é imprevisível. “Temos sido a favor de todas as sanções da União Europeia, incluindo as sanções à Guarda Revolucionária. E defendemos o direito à liberdade de expressão e à liberdade de manifestação dos iranianos e das mulheres iranianas, que o fazem com muito mais dificuldade e coragem”, indicou. “Mas, ao mesmo tempo, esta ação sem qualquer cobertura legal, é claro que não a acompanhamos. Porque a violência nunca traz paz, apenas caos”, destacou o ministro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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