Publicado 31/03/2026 04:29

Albares condena a morte de soldados da força de paz indonésios no Líbano e exige que se investiguem os fatos e se apurem as responsa

Ele garante que o contingente espanhol "está bem", mas que esses ataques são "muito preocupantes" para a paz e a estabilidade na região

(da esquerda para a direita) O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, durante a coletiva de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, em 10 de março de 2026, em Madri (Espanha). O Conselho de Ministros aprovou hoje o Decreto Real (
Alejandro Martínez Vélez - Europa Press

BILBAO, 31 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, condenou de forma “categoricamente” a morte de três soldados da força de paz indonésios no Líbano, após dois ataques em apenas 24 horas contra o contingente da missão de paz das Nações Unidas no país (FINUL), e exigiu que haja uma investigação e que sejam apuradas as responsabilidades.

Em entrevista concedida à Rádio Euskadi, divulgada pela Europa Press, o ministro afirmou que ainda não há mais informações sobre esses fatos, que ele condenou “de forma veemente”. “Estamos falando de forças de paz sob a bandeira das Nações Unidas, que devem estar imunes a qualquer tipo de ataque. Estamos falando da morte de soldados indonésios que estavam sob comando espanhol”, destacou, para enviar sua solidariedade às autoridades indonésias.

“O direito internacional humanitário e as forças de paz da ONU devem ser respeitados. São totalmente invioláveis e, naturalmente, exigimos uma investigação, que as circunstâncias sejam esclarecidas e que todas as responsabilidades sejam apuradas”, indicou.

Ele também condenou “totalmente a violência que está ocorrendo neste momento no sul do Líbano”. “Estamos falando de um Estado soberano com um governo que estava comprometido com o futuro do Líbano e que todo esse futuro de paz para o Líbano foi completamente destruído”, lamentou.

Segundo ele destacou, “essas forças das Nações Unidas, onde se encontra o maior contingente de militares espanhóis destacados no exterior, estão lá precisamente para ajudar a paz, o desenvolvimento do Líbano e a convivência entre libaneses e israelenses”. “Isso é também o que está sendo atacado, e nós condenamos e exigimos que os fatos sejam esclarecidos”, reiterou.

O CONTINGENTE ESPANHOL

Manuel Albares garantiu que o contingente espanhol “está bem”, mas esses ataques, “que não são a primeira vez que ocorrem, são muito preocupantes para as Nações Unidas e para a paz e a estabilidade na região”.

O ministro mostrou-se convencido de que “a força militar, por si só, nunca garante a segurança”. “Essas forças são aliadas da paz e da segurança, também do povo de Israel, que, naturalmente, tem o direito de viver em paz e segurança, mas exatamente o mesmo direito também pertence ao povo libanês”, acrescentou.

Conforme ele observou, não há dados que apontem para a autoria dos “tiros desse ataque”. De qualquer forma, ele ressaltou que “isso também não vai alterar o fato de que a Espanha continuará apoiando o Líbano e o povo libanês, e continuará protegendo os civis inocentes”.

“Enviamos um pacote de ajuda humanitária com alimentos, material sanitário e material de abrigo para os mais de um milhão de deslocados internos que se encontram atualmente no Líbano. Também prestamos apoio às forças armadas libanesas para que possam se mobilizar no sul, desarmar o Hezbollah — cujos ataques com mísseis contra Israel, naturalmente, também condenamos — e garantir a integridade territorial e a soberania do Líbano”, destacou.

No entanto, ele precisou que igualmente condenam “os ataques indiscriminados de Israel e essa invasão terrestre, que é um enorme erro e está provocando uma catástrofe humanitária”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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