Publicado 16/07/2026 06:38

Albares apresenta a nova Estratégia de Diplomacia Pública para divulgar ao mundo a “Espanha real”

O ministro defende que a diplomacia é “tarefa de todos” e destaca a “identidade sólida” com a qual a Espanha já conta

O ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, durante o encerramento da apresentação da nova Estratégia de Diplomacia Pública da Espanha 2026-2028, em 16 de julho de 2026, em Madri (Espanha). Esse plano com
Marta Fernández - Europa Press

MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, apresentou nesta quinta-feira a nova Estratégia de Diplomacia Pública, com a qual o governo busca mostrar ao mundo a “Espanha real”, diante do aumento da desinformação e das narrativas que promovem discursos de ódio.

Em um evento na sede do Ministério das Relações Exteriores, o ministro defendeu que essa primeira estratégia era “necessária”, embora tenha reconhecido que “não inventa nada de novo, mas organiza, coordena e fortalece” e também reúne os valores de “respeito, unidade, cooperação, convivência e diversidade” que definem a identidade espanhola.

“A diplomacia não pode se limitar às relações entre governos, ela precisa se dirigir às pessoas. Isso é a diplomacia pública: o diálogo com as sociedades de outros países para explicar quem somos, o que defendemos e o que oferecemos”, explicou o ministro, ressaltando que “a diplomacia é de todos, de toda a sociedade”.

“É uma tarefa diária que se realiza em todos os cantos, onde quer que nossa imagem seja projetada”, acrescentou, citando, entre outros, as empresas, os pesquisadores ou os artistas que trabalham fora da Espanha e até mesmo a seleção espanhola de futebol, que no domingo disputará a final da Copa do Mundo contra a Argentina.

A ESPANHA JÁ TEM UMA IDENTIDADE SÓLIDA

Na opinião de Albares, “a Espanha não precisa inventar uma identidade internacional”, pois já possui uma “muito sólida e reconhecida”; o que se busca com a nova estratégia é “dar mais um passo para projetá-la com força, coerência, continuidade e ambição”.

“Porque um país que inspira confiança, como a Espanha, atrai investimentos (...), atrai talentos, atrai oportunidades, constrói alianças e, em definitiva, defende melhor seus interesses e seus valores”, destacou ele para justificar a necessidade de um documento como o que apresentou.

O objetivo não é outro senão “projetar a Espanha real: uma democracia sólida, plural, comprometida com os Direitos Humanos e com o multilateralismo. Um país que não impõe, mas dialoga. Um país que acredita que a cooperação é sempre mais forte do que o confronto”, enumerou.

Para isso, disse o ministro, a Espanha conta com “um ecossistema de projeção internacional que poucos países podem igualar”, citando não apenas embaixadas e consulados, mas também a AECID, o Instituto Cervantes ou o ICEX, além de atores não estatais, como empresas ou universidades.

QUATRO EIXOS

A estratégia, explicou Albares, articula-se em torno de quatro eixos com objetivos e ações concretas. O primeiro deles é o “posicionamento”, com o qual se busca “renovar a projeção internacional” e impulsionar uma “identidade própria”.

O segundo, acrescentou ele, é o “impacto”, o que passa pela obtenção de “resultados concretos”. Nesse sentido, busca-se atrair investimentos estrangeiros em setores estratégicos, além de captar talentos científicos e pesquisadores internacionais.

O terceiro eixo, explicou Albares, é a “operacionalidade”. “Os instrumentos existem, mas estão distribuídos entre diferentes ministérios e instituições, e essa estratégia os articula sob uma narrativa única”, além de contar com “um grupo de trabalho interministerial que envolverá todos os departamentos com competências na matéria”.

Por fim, concluiu ele, está a comunicação, identificando “com quem queremos falar”, mas também “como queremos fazer isso”. “Hoje, a comunicação — cuidar da nossa comunicação e das fontes de informação — é o melhor instrumento contra a desinformação, contra a manipulação, contra as interferências estrangeiras que querem interferir em nossos processos democráticos, contra os discursos de ódio, que querem destruir o que temos de mais precioso: nossa convivência”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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