MINISTERIO DE EXTERIORES DE ESPAÑA
MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, comparecerá à Comissão de Relações Exteriores do Congresso na segunda-feira para informar sobre as prioridades de seu departamento, onde se reunirá com aliados do governo irritados com o episódio relativo ao contrato para a compra de munição de Israel, que foi finalmente rescindido, e com a reunião que o chefe da diplomacia teve na última Quinta-feira Santa com seu homólogo marroquino, diante do qual reafirmou o apoio da Espanha ao seu plano de autonomia para o Saara Ocidental.
Especificamente, Albares pediu para comparecer para apresentar a nova Estratégia de Ação Externa 2025-2028 e informar sobre o processo de abertura das alfândegas em Ceuta e Melilla, um dos compromissos que o Marrocos assumiu com a Espanha há três anos, quando o presidente Pedro Sánchez se afastou da tradicional posição espanhola de apoiar a realização de um referendo sobre autodeterminação na ex-colônia.
A recente visita do ministro marroquino das Relações Exteriores, Nasser Bourita, reacendeu as críticas do parceiro minoritário do governo, Sumar, e também de outros aliados do governo, como ERC e Bildu, sobre essa questão.
Além dessas questões, no entanto, Albares pediu para comparecer à comissão "motu proprio" e, a pedido de vários grupos parlamentares, ele terá que falar sobre outras questões, sendo uma delas as relações com Israel, logo após a controvérsia sobre a formalização e posterior rescisão pelo Ministério do Interior de um contrato para a compra de munição para a Guardia Civil (Guarda Civil Espanhola).
DEMISSÕES E NOMEAÇÕES NO SERVIÇO DIPLOMÁTICO
Espera-se que tanto o Sumar quanto o Podemos, assim como o ERC e o Bildu, aproveitem a presença do ministro para levantar a necessidade de pôr um fim definitivo ao comércio de armas com o país presidido por Benjamin Netanyahu, enquanto o PP e o Vox enfatizarão que não se pode confiar em um governo que formaliza contratos e os rescinde praticamente no dia seguinte, com o consequente custo para os cofres públicos.
Além disso, o PP e a Vox solicitaram que Albares compareça ao parlamento para prestar contas da demissão de diplomatas e da "crescente politização" e "falta de transparência" que, em sua opinião, está ocorrendo na carreira diplomática.
A Associação de Diplomatas Espanhóis (ADE) vem criticando a falta de critérios objetivos de Albares para nomear e demitir embaixadores, entre outras questões.
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