Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
MADRID 1 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, juntamente com o gabinete de crise, reúne-se por videoconferência com todos os embaixadores na região do Oriente Médio para “avaliar a situação no terreno país a país, rever a situação da colônia em cada um deles e dar instruções em relação à proteção dos espanhóis”, informaram fontes do departamento de Relações Exteriores.
Albares está analisando com os embaixadores do Irã, Israel, Líbano, Jordânia, Síria, Catar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Omã, Arábia Saudita, Iraque, Turquia, Azerbaijão e Armênia a situação atual no contexto da escalada militar após o ataque coordenado dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, ao qual o regime dos aiatolás respondeu atacando o Estado hebreu e bases americanas nos países da região.
Atualmente, mais de 20.000 espanhóis residem na região do Oriente Médio, de acordo com os dados coletados nas fichas de cada país publicadas pelo Ministério das Relações Exteriores em seu site, na ausência de uma atualização com os números mais recentes, já que, em alguns casos, eles datam de meses atrás, e até mesmo de um ano. EMIRADOS ÁRABES UNIDOS, ONDE HÁ MAIS ESPANHÓIS
No Irã, país alvo do ataque inicial, o Ministério das Relações Exteriores confirmou no último sábado que haveria 158 espanhóis registrados. Quanto aos demais países, o que tem mais residentes é os Emirados Árabes Unidos, com 7.600, seguido por Israel, onde o número é de cerca de 7.200.
Seguem-se o Catar, com mais de 2.300; a Arábia Saudita, com cerca de 1.900; a Jordânia, com cerca de 1.800; o Kuwait, com quase 350; o Catar, com pouco mais de 300; a Síria, com 280; e o Iraque, com 112, faltando os dados do Líbano, que não estão incluídos na ficha do país. A estes residentes, poderiam ser adicionados espanhóis temporariamente em todos estes países por motivos de trabalho ou turismo, pelo que o número poderia ser superior.
Além disso, é preciso acrescentar os quase 650 soldados destacados no âmbito da Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (FINUL) e os 275 que se encontram no Iraque no âmbito da operação encarregada de assessorar o Exército iraquiano na luta contra o Estado Islâmico. Assim sendo, fontes do Ministério das Relações Exteriores indicaram que “a Embaixada em Teerã tem preparado, como todas as embaixadas da Espanha, um possível plano de evacuação para ser ativado se as circunstâncias assim o exigirem”.
PLANOS DE CONTINGÊNCIA PREPARADOS Esta afirmação é válida, portanto, para as demais embaixadas nos países da região, uma vez que existem sempre planos de contingência preparados para o caso de ser necessário proceder a uma evacuação de emergência da colônia espanhola, como já ocorreu em outras ocasiões, como em Gaza, Afeganistão ou Sudão.
Por sua vez, as embaixadas espanholas em todos esses países têm feito recomendações e informado através das redes sociais, aconselhando principalmente a manter a precaução e não se aproximar de locais que possam ser alvo de ataques.
Além disso, todas elas disponibilizaram os telefones de emergência consulares aos quais os espanhóis afetados pela escalada podem recorrer, aconselhando também aqueles que estavam de passagem e, portanto, não constam no registro consular, a entrar em contato.
No entanto, no último sábado, Albares falou por telefone com seus homólogos dos países da região, conforme ele mesmo informou em várias mensagens na rede social 'X', insistindo que “os ataques têm que parar” e exigindo “respeito ao Direito Internacional, desaceleração e diálogo”. Assim, conversou com os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisasl bin Farhan; do Catar, Mohamed Bin Abdulrahman al Thani; da Turquia, Hakan Fida; da Jordânia, Ayman Safadi; e do Egito, Badr Abdelaty.
Posteriormente, o chefe da diplomacia falou por telefone com seus homólogos dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed, e do Kuwait, Jarrah Jaber al Ahmad Al Sabá.
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