Abdelrahman Alkahlout / Zuma Press / Europa Press
O ministro espera que a UE aprove sanções contra Ben Gvir após a “brutalidade” do vídeo dos detidos
HELSINGBORG (SUÉCIA), 22 (Do correspondente especial da EUROPA PRESS, Iván Zambrano)
Quatro dos cerca de 40 espanhóis que viajavam a bordo da frota para Gaza interceptada por Israel e que foram expulsos na véspera para a Turquia precisaram de atendimento médico, conforme revelou nesta sexta-feira o ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares.
Em declarações em Helsinborg (Suécia), onde participa da reunião de ministros das Relações Exteriores da OTAN, ele explicou que quatro dos espanhóis precisaram de atendimento médico e “já o receberam”, sem entrar em mais detalhes sobre seu estado.
Quanto aos demais, ele confirmou que foram atendidos pela embaixadora na Turquia, Cristina Latorre, e pela equipe da Embaixada, e que viajarão para a Espanha “gradualmente ao longo do dia”, embora uma das organizações que apoia a iniciativa tenha informado que a chegada provavelmente só ocorrerá amanhã.
Além disso, Albares precisou que “também estão sendo providenciados documentos para três cidadãos que precisavam deles” para poder viajar para a Espanha, após todos terem sido expulsos por Israel com destino à Turquia em aviões fretados pelo governo turco, depois que suas embarcações foram interceptadas pela Marinha israelense em águas internacionais no início desta semana.
SANÇÕES CONTRA BEN GVIR
Por outro lado, Albares demonstrou confiança de que os Vinte e Sete adotarão sanções contra o ministro israelense Itamar Ben Gvir após o vídeo que este publicou nas redes sociais, no qual se vê ele humilhando os detidos da frota, ajoelhados e com o rosto contra o chão.
Essas imagens geraram uma onda de críticas e condenações a nível internacional e até mesmo a reprovação do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar.
“É algo que, sem dúvida, já havíamos proposto”, uma vez que tanto Ben Gvir quanto Bezalel Smotrich, outro ministro de extrema direita do governo israelense, já têm a entrada na Espanha proibida há algum tempo, destacou o ministro.
“Agora queremos que seja uma medida da UE”, sublinhou, explicando que teve a oportunidade de discutir essa questão ainda esta manhã tanto com o ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, que já havia dito que a Itália solicitará essas sanções, quanto com seu homólogo polonês, Radoslaw Sikorski.
Embora a medida exija unanimidade, como ele lembrou, ele se mostrou confiante de que será aprovada. “Espero que sim”, disse ele, confiando que, após a “brutalidade” do vídeo de Ben Gvir e “a sensibilidade que ele despertou, não apenas, é claro, na Espanha, onde já a tínhamos, mas praticamente em todos os países da União Europeia, possamos avançar”.
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