Ricardo Rubio - Europa Press
MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, garantiu que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, não teria “nenhuma objeção” em receber a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, que estará em Madri no dia 18 de abril com o ex-candidato à presidência Edmundo González Urrutia.
Albares lembrou que já conversou “em várias ocasiões” com Machado e que “ela é totalmente livre para vir à Espanha”. Assim, ele destacou que, caso ela solicite um encontro ou peça outra reunião “em qualquer outro nível”, não haveria “nenhum inconveniente em recebê-la”.
Em entrevista à 'RNE', divulgada pela Europa Press, o ministro acrescentou ainda que “não é o dono da agenda do presidente do Governo”, mas insistiu que, caso ela solicitasse, não haveria “nenhum problema nem inconveniente” em ser recebida por Pedro Sánchez. Dito isso, ele defendeu que o Executivo espanhol, “ao contrário de outros partidos políticos na Espanha”, não tem seu candidato “em Caracas”.
“O que queremos é que seja o povo da Venezuela — que eleja —, de forma livre, democrática, pacífica e genuinamente venezuelana, quem será seu presidente ou sua presidente. Outros já decidiram isso aqui, na Espanha, antes mesmo da votação”, advertiu.
ELEIÇÕES NA HUNGRIA E A VISITA DE VANCE
Questionado sobre as eleições na Hungria no próximo domingo, 12 de abril, e a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, para apoiar o primeiro-ministro, Viktor Orbán, Albares respondeu que cabe ao povo húngaro a decisão de eleger seus governantes.
Em sua opinião, as eleições democráticas são “um debate entre os cidadãos daquele país”, onde, com tranquilidade, eles devem ouvir, “entre si”, as diferentes propostas para depois irem votar “livremente”, com “informações verdadeiras e conhecimento de cada programa eleitoral”.
“Quanto mais tranquilidade lhes for dada, quanto mais esse debate for exclusivamente entre os cidadãos daquele país, neste caso a Hungria, tanto melhor. E que sejam eles a decidir quem deve estar à frente de seu país”, reafirmou.
Assim, ele expressou o desejo de que o governo da Hungria, assim como em qualquer país europeu, pratique “os valores europeístas” que implicam “trabalhar em equipe” e defender, em todo momento, “a tolerância, a igualdade, a pluralidade” e o apoio à Ucrânia “em sua defesa contra uma guerra de agressão”.
Além disso, ele lembrou que o governo espanhol “sempre” se mostrou contrário aos vetos de Orbán à ajuda à Ucrânia, pois, segundo ele, trata-se de apoiar “uma democracia que está neste momento em perigo”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático