David Zorrakino - Europa Press
BARCELONA, 1 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, afirmou que sempre lhe “causou repulsa” quando um país usou o direito de veto implícito na exigência de unanimidade para impedir avanços que os demais países desejam, sem que haja um interesse nacional concreto.
Ele fez essa afirmação nesta segunda-feira na 41ª Reunião do Cercle d'Economia, que acontece até quarta-feira no Palau de Congressos da Catalunha, na sessão “Europa: Somos capazes de chegar a um acordo?”, com o vice-primeiro-ministro da Polônia, Radoslaw Sikorski.
Albares citou como exemplo a resistência de alguns países à oficialização do catalão como língua oficial na União Europeia (UE): “Se não há nenhum interesse nacional, por que não aderir imediatamente à unanimidade? O que está em jogo nisso?”.
Ele citou como exemplo o caso do antigo governo da Hungria, que afirmou usar esse veto “não para defender qualquer interesse nacional, mas para impedir” que os demais países ajudassem a Ucrânia.
Por outro lado, ele ressaltou a necessidade de defender os valores europeus “não apenas na entrada, mas também na permanência, para evitar que um Estado, uma vez dentro, use essa unanimidade contra os próprios valores da União Europeia”.
O ministro defendeu que haja “vanguardas” de países que avancem em certos temas-chave sem a necessidade de unanimidade: “Será difícil darmos grandes saltos a 27 no início, muito mais a 29, a 30, a 35”.
INDÚSTRIA DE DEFESA
Albares assegurou que os europeus precisam de uma política de defesa comum, uma vez que afirmou que a atitude agressiva da Rússia em relação à Europa Oriental não vai mudar e que os Estados Unidos convidaram a Europa a assumir uma maior responsabilidade na sua defesa.
“Por esses dois motivos, é necessário que nos dotemos de uma defesa europeia”, disse o ministro, acrescentando que o primeiro e mais simples passo é integrar a indústria de defesa europeia.
Ele ressaltou que esse avanço não pode ter como objetivo tornar-se uma força agressiva para o exterior, mas sim para poder exercer um equilíbrio com as outras grandes potências.
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