Matias Chiofalo - Europa Press - Arquivo
Ele ressalta que a Espanha é um aliado “totalmente confiável” da OTAN
BARCELONA, 2 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, afirmou que o ativista da Flotilha Global Sumud, de nacionalidade espanhola, detido por Israel, Saif Abukeshek, desembarcará em Israel neste sábado pela manhã, no porto de Ashdod, e que ao meio-dia receberá assistência consular do cônsul da Espanha em Tel Aviv (Israel).
Em entrevista concedida à Catalunya Ràdio e divulgada pela Europa Press neste sábado, o ministro destacou que o ativista de nacionalidade brasileira Thiago Ávila também chega neste sábado a Israel, onde receberá assistência consular por parte dos diplomatas brasileiros.
Assim, explicou que as autoridades israelenses aceitaram o pedido formal do governo de oferecer assistência consular e entrar em contato com Abukeshek, que também receberá assistência das autoridades suecas, país do qual, segundo ele, também possui a nacionalidade.
Questionado se tem conhecimento de que Israel tenha torturado Abukeshek, ele garantiu que não pode confirmar isso porque ainda não tiveram contato com o ativista, embora tenha informado que nesta sexta-feira a cônsul espanhola em Creta (Grécia) teve que se deslocar ao hospital porque vários ativistas precisaram de assistência médica.
“Quero ser muito claro: estamos diante de uma detenção ilegal que ocorreu em águas internacionais, fora de qualquer jurisdição das autoridades israelenses”, acrescentou, e afirmou que Abukeshek não deveria estar em Israel e deveria ter desembarcado em Creta com o restante dos ativistas.
RETIRADA DE SOLDADOS DOS EUA DA ALEMANHA
Questionado sobre as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito da retirada das tropas americanas da Alemanha, Albares afirmou que a Espanha é um aliado “totalmente confiável” da OTAN e destacou que os soldados americanos na Espanha atuam com total normalidade.
Em relação à posição da Espanha sobre o conflito no Oriente Médio, ele afirmou que ela é sempre “coerente” e está em conformidade com o direito internacional, com o objetivo de buscar a paz e a estabilidade mundial.
“Nossa posição sobre o Irã tem sido clara e não vai mudar. A guerra no Irã, a guerra unilateral no Irã, tem que acabar”, concluiu, acrescentando que o lançamento de mísseis pelo Irã deve cessar, que o Líbano deve fazer parte do cessar-fogo e que o Estreito de Ormuz deve voltar a ser de passagem livre e segura.
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