Carlos Luján - Europa Press
O ministro garante que os europeus têm a capacidade e as ferramentas para assumir o controle de sua segurança e de seu destino.
MADRID, 17 fev. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, se distanciou por enquanto do debate sobre o possível envio de tropas para garantir a paz na Ucrânia por parte dos países europeus, argumentando que o presidente russo, Vladimir Putin, continua com sua guerra de agressão. No entanto, em vista do atual desacordo com os Estados Unidos, ele deixou claro mais uma vez que a Europa tem a capacidade de assumir sua própria segurança e destino.
"Temos que ser muito claros quando lidamos com questões tão sensíveis e sérias como esta: ninguém está pensando em enviar tropas para a Ucrânia", afirmou Albares categoricamente quando perguntado em uma entrevista na Onda Cero, captada pela Europa Press, se uma possível missão de paz estará na mesa na reunião de líderes europeus a ser realizada nesta segunda-feira em Paris.
O ministro justificou isso com o argumento de que "a paz ainda está longe", já que Putin continua a bombardear o território ucraniano diariamente e expressou sua convicção de que continuará a fazê-lo.
Além disso, ele enfatizou que, em caso de paz, "temos que ver de que tipo de paz estamos falando, que tipo de mandato de paz será dado a uma possível força, sob qual bandeira ela estaria". Portanto, ele acrescentou, ainda há "muitas perguntas, muitas hipóteses" a serem resolvidas.
REUNIÃO DE LÍDERES EUROPEUS EM PARIS
Com relação à reunião em Paris organizada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, da qual participará o presidente do governo, Pedro Sánchez, entre outros, o chefe da diplomacia atribuiu a ela um triplo objetivo.
"Em primeiro lugar, demonstrar a unidade dos europeus em um momento tão crucial para a segurança europeia", disse ele. "Em segundo lugar, analisar o que nós, europeus, devemos fazer a partir de agora para garantir que haja uma paz justa e duradoura na Ucrânia o mais rápido possível", acrescentou.
Por fim, a reunião também servirá para "analisar e decidir o que nós, europeus, precisamos para alcançar essa paz justa e duradoura, para continuar ajudando a Ucrânia a conquistar a paz e para assegurar que a segurança europeia seja definitivamente garantida e que a proteção de nossos cidadãos também seja garantida", concluiu.
Albares afirmou que, tendo em vista as "novas abordagens para a Ucrânia e o relacionamento com outros aliados" propostas pela nova administração de Donald Trump e o próximo quarto aniversário do início do conflito, é "muito legítimo" que os europeus se reúnam para refletir e tomar decisões sobre sua segurança e seus valores.
Os europeus, reiterou mais uma vez o ministro, querem manter uma relação euro-atlântica baseada "no diálogo, no respeito mútuo, na igualdade, porque acreditamos que isso é mutuamente benéfico", mas, ao mesmo tempo, "temos a capacidade, a vontade e os instrumentos para poder tomar nossa própria segurança e nosso próprio destino em nossas próprias mãos".
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